quarta-feira, 26 de junho de 2019






Uma reflexão sobre a Alfabetização e o Letramento


Todos sabemos que uma das maiores riquezas de um país é a Educação de seu povo e uma boa educação (formal) inicia –se na escola quando a criança começa seus estudos nos anos iniciais, início da sua alfabetização e muitas vezes do letramento. Porém, em algumas escolas o processo de alfabetização letramento vem apresentando resultados negativos, uma grande defasagem de ensino, prejudicando os alunos que acabam por saírem do ensino fundamental I prejudicados consideravelmente.

A realidade, ela nos mostra que muitas escolas brasileiras, acabam por formar alunos que mal sabem ler e escrever, não conseguem muitas vezes ler, escrever e interpretar pequenos textos. Demonstram despreparo ao terem que lidar com a escrita e a leitura.

Cabe a nós professores, refletirmos sobre essa situação inaceitável, procurando realizar em nossas turmas de alfabetização e letramento, ações eficazes que proporcionam uma aprendizagem significativa, partindo sempre dos interesses dos nossos alunos, levando em consideração seus conhecimentos adquiridos até essa etapa, que é o início da educação formal, fase importantíssima, que será a base de todo processo de desenvolvimento educacional deste aluno.

Sabemos Todos, que muito da culpa da situação que vivemos hoje recaí sobre o Sistema, esse que não valoriza e nem dá a devida importância a educação de seu povo, mas fizemos nós a nossa parte, à espera de que eles acordem e façam a sua em tempo.

     Tenhamos consciência que um aluno alfabetizado e letrado de forma crítica ultrapassará limites e alcançará o inacreditável, mudando assim o inaceitável.

segunda-feira, 24 de junho de 2019


Os Parâmetros Curriculares:  Alfabetização X Ludicidade




    Pensando a partir do marco regulatório legal que é Os Parâmetros Curriculares, destaco “ que para aprender a ler e a escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita representa e como ela representa graficamente a linguagem ” (BRASIL, 1997, p. 82). Entendemos a partir disto, que se faz necessário proporcionar aos alunos momentos em que eles possam refletir sobre a escrita, levantando hipóteses e apropriando-se dos códigos.

         Os parâmetros curriculares também nos alertam para importância do ato de o aluno tentar ler, mesmo que essa habilidade ainda não esteja concreta, pois tentando o mesmo dispõem da possibilidade de conseguir. É necessário que os alunos manuseiem diversos materiais que expressem de diferentes formas algo ao leitor, permitindo que o mesmo interprete essas informações sendo elas desenhos, textos, canções, rótulos, etc. Tudo que faz parte do cotidiano do aluno, o ajudara na codificação do sistema de escrita.

                  Compreendi através das leituras realizadas que devemos respeitar o tempo de aprendiz agem de cada criança, bem como a relação da educação com o ato de brincar, considerando nesta caminhada o desenvolvimento contínuo dos alunos no processo de alfabetização. Pois o espaço do brincar é fundamental nessa etapa e deve estar presente na sala de aula, bem como no planejamento dos professores. Favorecendo assim, a apropriação da leitura e da escrita, que acontecerá em um ambiente rodeado pela motivação e entusiasmo, que os alunos demonstraram ao participarem de cada situação de aprendizagem proporcionada.

          Tratando especificamente da minha turma de primeiro ano do ensino fundamental I, posso destacar que os alunos ao brincarem com jogos de montar, memória, quebra – cabeça, desenhar, desperta nos mesmos momentos satisfatórios de desafios e competitividade. Levando em consideração esses aspectos positivos o professor pode aliar seus objetivos pedagógicos aos interesses dos alunos por meio das brincadeiras e jogos, utilizando os diariamente, proporcionando um ambiente agradável na sala de aula, de modo que o lúdico esteja alinhado com o processo de alfabetização e letramento, resultando em uma aprendizagem significativa.

                 Desta forma, constatei que proporcionar aos alunos diversas situações que envolvam a escrita e a leitura de forma dinâmica e diferenciada por meio dos jogos e brincadeiras alavanca a aprendizagem dos alunos consideravelmente, de forma prazerosa e motivada.

domingo, 23 de junho de 2019




Sociedade Letrada/ Sujeito Letrado

 Letrado poderia ser, então, o sujeito – criança ou adulto- que, independentemente de (já) ter ido à escola e de ter aprendido a ler e escrever ( ter sido alfabetizado?), usasse ou compreendesse certas estratégias próprias de uma cultura letrada. ( KLEIMAN, 1995, p. 19, apud MELLO; RIBEIRO, 2004, p.26).

Para um sujeito ser considerado letrado não é necessário que tenha frequentado a escola ou que saiba ler e escrever, basta que o mesmo exercite a leitura de mundo  no cotidiano, sendo um cidadão participe de sua comunidade, atuando em associações, clubes, instituições, igreja, entre outros. Quem é letrado “[...]utiliza a escrita para escrever uma carta através de um outro indivíduo alfabetizado, um escriba, mas é necessário enfatizar que é o próprio analfabeto eu dita o seu texto, logo ele lança mão de todos os recursos necessários da língua para se comunicar[...](SOARES, 2003, p.43 apud PEIXOTO et al, 2004).

O sujeito analfabeto não compreende a decodificação dos signos, mas possui um determinado grau de letramento pela prática de vida que tem em uma sociedade grafo Centrica, ele é letrado, porém não com plenitude. Uma criança que mesmo antes de estar em contato com a escolarização, e que não sabia ainda ler e escrever, porém, tem contato  com livros, revistas, ouve histórias lidas por pessoas alfabetizadas, presencia a prática de leitura, ou da escrita, e a partir daí também se interessa por ler, mesmo que seja só encenação, criando seus próprios textos “lidos”, ela também pode ser considerada letrada. (SOARES, 2003, p.43 apud PEIXOTO et al, 2004).

Como Soares nos relata, este é um outro grau de letramento, e há ainda aquele indivíduo que, mesmo tendo escolarização ou sendo alfabetizado, possui um grau de letramento muito baixo, ou seja, é capaz de ler e escrever, mas tem dificuldades ao fazer o uso adequado da leitura e da escrita, não possuindo habilidade para essas práticas, não sendo capaz de compreender e interpretar o que se lê assim como não consegue escrever cartas ou bilhetes. Por este indivíduo ser alfabetizado, mas não dominar as práticas sociais da leitura e da escrita, considera-se um sujeito iletrado. No entanto, em uma sociedade grafo Centrica, acredita-se que não há sujeito com grau “zero de letramento”, ou seja, sujeito iletrado, pois os tipos e os níveis de letramento estão ligados às necessidades e exigências de uma sociedade e de cada indivíduo no seu meio social.

sexta-feira, 21 de junho de 2019



O Papel do educador no letramento

O educador que se dispõe a exercer o papel de "professor-letrador" considera que: [...] o ato de educar não é uma doação de conhecimento do professor aos educandos, nem transmissão de ideias, mesmo que estas sejam consideradas muito boas. Ao contrário, é uma contribuição "no processo de humanização". Processo este de fundamental papel no exercício de educador que acredita na construção de saberes e de conhecimentos para o desenvolvimento humano, e que para isso se torna um instrumento de cooperação para o crescimento dos seus educandos, levando-os a criar seus próprios conceitos e conhecimento. (FREIRE, 1990 apud PEIXOTO et al, 2004).

Mas se faz necessário que o educador, principalmente o que já se encontra há anos exercendo o papel de professor-alfabetizador e que confia plenamente na mera aquisição de decodificação, aceite romper paradigmas e acreditar que as transformações que ocorrem na sociedade contemporânea atingem todos os setores, assim como também a escola e os saberes do educador, pois métodos que aprenderam há décadas podem e devem ser aprimorados, atualizados ou até mesmo modificados. O conhecimento não pode manter-se estagnado, pois ele nunca se completa ou se finda.

Então, antes de o professor querer exercer esse papel de "professor-letrador" é necessário que ele se conscientize e busque ser letrado, domine a produção escrita, as ferramentas de busca de informação e seja um bom leitor e um bom produtor de textos. Mas para que se torne capaz de letrar seus alunos, é preciso que conheça o processo de letramento e que reconheça suas características e peculiaridades. E Soares (2000) pensa que: Os cursos de formação de professores, em qualquer área de conhecimento, deveriam centrar seus esforços na formação de bons leitores e bons produtores de texto naquela área, e na formação de indivíduos capazes de formar bons leitores e bons produtores de textos naquela área.

Percebemos que a ineficácia na formação dos professores reflete na formação de um sujeito que seja um bom leitor e produtor de textos. Atualmente, temos recursos a que o próprio educador pode recorrer para aprimorar seu conhecimento. Mas ainda não são todos os que têm essa coragem de reconhecer que precisa aprender e aprender sempre. O professor, hoje em dia, tem a oportunidade de estudar os Parâmetros Curriculares Nacionais e cito aqui, em especial, o de Língua Portuguesa que traz, em linguagem simples, o ensino da língua de forma contextualizada para auxiliá-lo em sua prática em sala de aula e em seu planejamento.

quarta-feira, 19 de junho de 2019




  Alfabetização na EJA

A taxa de alfabetização da população jovem e adulta é um dos principais sinalizadores do desenvolvimento social de um país. O Brasil carrega um atraso histórico que está se resolvendo em parte pelo avanço da escolarização das novas gerações e em parte pelo envelhecimento populacional.

A desigualdade social brasileira reflete-se nas estatísticas do analfabetismo adulto. As médias escondem índices elevados em alguns grupos, especialmente quando se consideram variáveis como situação de domicílio, raça e renda

Embora as taxas venham decaindo em todos os grupos, a porcentagem de analfabetismo da população branca ainda é menos da metade da verificada na população negra e parda. Da mesma forma, o analfabetismo é sete vezes mais frequente entre os brasileiros de renda mais baixa, em comparação com os de renda mais elevada, e mais de três vezes mais presente entre os que vivem no campo do que entre aqueles que vivem na cidade

Embora as taxas venham decaindo em todos os grupos, a porcentagem de analfabetismo da população branca ainda é menos da metade da verificada na população negra e parda. Da mesma forma, o analfabetismo é sete vezes mais frequente entre os brasileiros de renda mais baixa, em comparação com os de renda mais elevada, e mais de três vezes mais presente entre os que vivem no campo do que entre aqueles que vivem na cidade



           REFLITA!!!

segunda-feira, 17 de junho de 2019





 Vamos recordar!!!




Métodos de Alfabetização


O método de alfabetização é uma expressão que pode designar: um método específico, como o silábico, o fônico, o global; um livro didático de alfabetização proposto por algum autor; um conjunto de princípios teórico-procedimentais que organizam o trabalho pedagógico em torno da alfabetização, filiado ou não a uma vertente teórica explícita ou única; um conjunto de saberes práticos ou de princípios organizadores do processo de alfabetização, (ré)criados pelo professor em seu trabalho pedagógico. Portanto, a ação alfabetizadora, em qualquer instância, caracteriza-se pelo uso de um ou mais métodos para ensinar a ler e a escrever, combinados a formas de conceber os sujeitos, os objetos de ensino, a organização e progressão das aprendizagens, bem como o que se espera como resultado desse processo.

Métodos sintéticos são aqueles que seguem o caminho indutivo, das partes para o todo, e podem ser organizados de variadas formas a partir da eleição de um princípio ou unidade: a letra, a sílaba, o fonema, por exemplo. Todos esses privilegiam a memorização de sinais gráficos (letras) e de suas correspondências fonográficas (sons). Compreendem o método alfabético que toma como unidade a letra: o método fônico toma como unidade o fonema e o método silábico toma como unidade um segmento fonológico mais facilmente pronunciável, que é a sílaba. De maneira geral, a escolha por apenas um caminho para sistematização das relações fonema-grafema (a letra, o fonema ou a sílaba) é o que diferencia o tratamento em torno das correspondências fonográficas do sistema alfabético de escrita.

Métodos analíticos são aqueles que alternativamente seguem um caminho dedutivo, do todo para as partes, e procuram romper com o princípio da decifração. Esses métodos tomam como unidade de análise a palavra, a frase e o texto e, baseando-se no reconhecimento global como estratégia inicial, supõem que os aprendizes podem realizar posteriormente um processo de análise de unidades que, dependendo do método (global de contos, sentenciação ou palavração), vão do texto à frase, da frase à palavra, da palavra à sílaba. Embora não se possa atribuir os resultados da alfabetização unicamente à opção metodológica, certamente ela ocupa um lugar considerável nesse processo. Entretanto, as opções didáticas no processo de alfabetização extrapolam a escolha de um ou outro método, pautando-se pelo modo como se compreende o sujeito da aprendizagem e o objeto de ensino – a linguagem escrita e seus usos sociais. Nessa perspectiva, é possível superar polarizações, combinando métodos diversos em função dos diferentes momentos do processo de alfabetização. No que concerne aos sujeitos da aprendizagem, uma diretriz a ser cultivada é o reconhecimento dos saberes de que os educandos são portadores, e de seu papel ativo no processo de alfabetização. Quanto à natureza do objeto de ensino, sabe-se atualmente que a alfabetização envolve aprendizagens para além da decodificação, como os princípios de organização do sistema alfabético-ortográfico da escrita, incluindo o domínio das relações entre fonemas e grafemas, as regularidades e irregularidades ortográficas; de compreensão, reconhecimento global e construção de sentidos em contextos de usos sociais da escrita e da leitura; e de princípios pertinentes à progressão das aprendizagens e ritmos dos jovens e adultos, com ênfase em intervenções didáticas que propiciem avanços de aprendizagem.

As decisões sobre como conduzir o processo de alfabetização envolvem, portanto, um conjunto de procedimentos pertinentes à preparação do ambiente físico e social do centro educativo ou escola e das turmas de alfabetização, de planejamentos e de rotinas necessários à aprendizagem da leitura, escrita e de seus usos por pessoas jovens e adultas. Implica também a reavaliação da prática à luz das orientações teórico-metodológicas sugeridas pela produção acadêmica, a seleção de livros e materiais didáticos que apoiem de forma consistente o trabalho pedagógico; a formação permanente de alfabetizadores; o diagnóstico dos saberes e necessidades dos estudantes, bem como a análise dos processos de aprendizagem por eles vivenciados.

quarta-feira, 5 de junho de 2019




Brincar é coisa séria

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
(Carlos Drummond de Andrade)

"Quando observamos as brincadeiras infantis, não duvidamos que, para as crianças, brincadeira é coisa séria. Por isso elas detestam ser interrompidas. Se isso acontece, reagem quase sempre ignorando a interrupção, às vezes irritadas ou até mesmo agressivas". (...)

Quando observamos crianças brincando numa praça, as primeiras impressões são de variedade e movimento. Umas correm, outras se balançam, conversam, disputam brinquedos, brincam em grupo ou individualmente. É comum vermos que a criança se sente desafiada pela habilidade com que a outra é capaz de subir no escorregador ou numa árvore. Observa a altura, a possibilidade de queda, e reflete se deve experimentar a mesma sensação de coragem, autonomia e satisfação do companheiro.

Assim, através da brincadeira espontânea, a criança mostra que é naturalmente dotada de criatividade, habilidade, imaginação, inteligência.

Então, qual seria a função da brincadeira na escola?

Cabe a você, educador, criar um ambiente organizado de tal forma que a criança possa explorar e desenvolver ao máximo estas características que lhe são próximas.

Todo o aprendizado que uma brincadeira permite é fundamental para a formação da criança em todas as etapas da sua vida. Através das brincadeiras a criança conhece melhor a si própria. Além disso, quando se relaciona com outras crianças ela experimenta situações de vida: competição, solidariedade, acolhimento, cooperação, coragem, medo, alegria, tristeza. Quer dizer, ela se socializa, compreende o que é ser ela mesma e fazer parte de um grupo. 

A criança também adquire conhecimentos através da exploração de objetos que encontra no seu ambiente. Manipulando-os ela percebe suas propriedades físicas, ou seja, que há objetos redondos, quadrados, macios, ásperos, grossos, etc. Conhecendo as qualidades dos objetos, ela começa a compará-los e assim relaciona uns com os outros, por tamanho, cores, formas distintas, etc..

É a partir da manipulação dos objetos que fazem parte da vida da criança que ela adquire conceitos abstratos. Por exemplo, um  objeto só é considerado "grande" quando comparado com outros "menores". A partir da compreensão de conceitos de tamanho, forma, cor, espessura, é que ela vai desenvolvendo seu raciocínio lógico, fundamental para o aprendizado posterior da matemática.

Manipulando objetos, conversando, contando histórias, dramatizando, as crianças utilizam a comunicação verbal. Desta maneira, ampliam sua linguagem, expressando-se e compreendendo melhor o mundo à sua volta.


Através das brincadeiras, não só amplia-se o relacionamento do grupo, gera maturação e desenvolve habilidades, mas também colabora-se ao desenvolvimento intelectual, através de formação de conceitos, recapitulações e fixação de conteúdos.


(...) Mais que tudo, lembre-se: Brincar é a melhor expressão de vida da criança."


“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)


Referencia