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terça-feira, 20 de junho de 2017



        “SER ANSIOSO” E “ESTAR ANSIOSO” PODEM SER EXPRESSÕES SINÔNIMAS?

Em se tratando de ansiedade, a velha dialética ser x estar se encaixa com exímia exatidão, pois como afirma SILVA (2011), “ser ansioso é possuir sensação de tensão, apreensão e inquietação, o que causa o domínio de todos os demais aspectos da personalidade da pessoa. Por outro lado, estar ansioso, é tudo isso acompanhado por manifestações orgânicas tais como palpitações (taquicardia), suor intenso (sudorese), tonturas, náuses, dificuldade respiratória, extremidades frias, etc.”

Sendo assim, estar ansioso caracteriza-se por um estado emocional passageiro e oscilante, que varia em intensidade ao longo do tempo ao passo que a pessoa percebe-se ameaçada. Trata-se de uma reação  subjetiva.

Portanto, não pode ser confundida com a ansiedade enquanto traço de personalidade, já que esta última remete às diferenças individuais relativamente estáveis.

Podemos dizer que um indivíduo ansioso tem tendências à reações mais frequentes e intensas ao perceber situações potencialmente estressantes como perigosas ou ameaçadoras.

Em outras palavras, um mesmo fato que é entendido pela maioria das pessoas como neutro, passa a ser considerado ansiogético por um indivíduo com traços de ansiedade, pois o processamento da informação (idiossincrasias) são mais vulneráveis a enviesamentos de interpretação dos estímulos, portanto, passando a ser avaliados como ameaçadores ou potencialmente perigosos.


Desta forma, reforçamos que estar ansioso é diferente de uma pessoa que é ansiosa, pois a condição de estar ansioso pode ser algo passageiro e momentâneo, ou mesmo circunstancial; ao passo que o  “ser ansioso” tem a condição permanente de ansiedade, manisfestando-se nos mais diferentes  estímulos recebidos.


 REFERÊNCIAS

 SILVA. Ana Beatriz Barbosa da. Ser ansioso e estar ansioso são abismos diferentes, diz livro. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/993100-ser-ansioso-e-estar-ansioso-sao-abismos-diferentes-diz-livro.shtml, acessado em 04 de maio de 2017.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Apresentação do trabalho sobre "Ansiedade na vida adulta"

       Em nossa última aula, apresentamos nosso trabalho sobre "Ansiedade na vida adulta"
       A ansiedade se caracteriza pela impaciência, aflição, nervosismo, batimento cardíaco acelerado, sudorese, dor no estômago, irritabilidade, tonturas, náuseas, dificuldades respiratórias e extremidades frias. Ela deixa a pessoa em estado de alerta com relação à acontecimentos futuros.
       Todos os seres humanos possuem a ansiedade. A diferença reside na forma como cada indivíduo lida com os sintomas com que ela se manifesta. A ansiedade pode ser traço da personalidade individual.
       A palavra ansiedade foi usada pela primeira vez por Freud, ainda no século XIX, mas só se popularizou em 1967, com os estudos do psiquiatra australiano Audrey Lewis.
      Quando a ansiedade deixa seus níveis "normais", assume características patológicas, a saber:
       * A TAG é um tipo de ansiedade patológica, é quando a pessoa fica o tempo inteiro "a flor da pele".
      * A Síndrome do Pânico costuma surgir do nada, aglomerando sintomas físicos e psíquicos que assumem proporções avassaladoras.
      * A Agorafobia nasce do medo de novas crises o que acaba causando isolamentos sociais e restrições no convívio com outras pessoas.
     * O Estresse Pós-Traumático ocorre após situações de perigo como assaltos, sequestro, etc.
     * O TOC baseia-se na repetição simétria de gestos e compulsivas.
     * As Fobias Específicas são os medos que se tem de barata, de andar de elevador, de altura, etc.
     Além disso, ainda há a Ansiedade Orgânica, ligada a sintomas de hipertireoidismo, abestinência à medicamentos, etc.
     A sociedade ainda enxerga a ansiedade como manifestação de loucura por parte dos indivíduos, porque os problemas psicológicos não se encontram no mesmo patamar que as doenças físicas. Seria uma espécie de fingimento proposital.
     Foi muito interessante perceber que nosso assunto chamou a atenção de vários colegas, que inclusive, contribuíram com relatos de experiências pessoais envolvendo a questão da ansiedade.
     Este é o nosso grupo:






   
     
    

quarta-feira, 10 de maio de 2017




 ANSIEDADE x CONTROLE PESSOAL

A impossibilidade humana em ressignificar determinadas situações é um dos geradores que potencializam quadros de ansiedade. No entanto, estar ansioso não é algo incomum, apesar de precisarmos estar atentos para identificar e diagnosticar quando este estado deixa de ser fisiológico para tornar-se  um transtorno psiquiátrico.

O estado de ansiedade em demasia, gera sintomas psicosomáticos que comprometem significativamente a convívio social do indivíduo e suas funções ocupacionais, acentuando a sensação de sofrimento.

Mas, como podemos identificar quando uma pessoa está ansiosa? Para facilitar a compreensão acerca dos sintomas físicos e fisiológicos da ansiedade, sugerimos a observação do seguinte quadro comparativo:

Sintomas Físicos
Sintomas Psicológicos
Enjoo e vômitos
Agitação e balanço das pernas e dos braços
Tontura ou sensação de desmaio
Nervosismo
Falta de ar ou respiração ofegante
Dificuldade de concentração
Dor ou aperto no peito e palpitações no coração
Preocupação
Dor de barriga, podendo ter diarreia
Medo constante
Roer as unhas, sentir tremores e falar muito rápido
Sensação de que algo ruím vai acontecer

Tensão muscular, causando dores nas costas
Descontrole sobre os próprios pensamentos
Irritabilidade e dificuldade para dormir
Preocupação exagerada em relação à realidade

Analisando as afirmações realizadas anteriormente, temos a impressão de que o sentimento de ansiedade depende em grande parte de mudanças comportamentais por parte do indivíduo.

Todavia, nos dias de hoje, onde a sociedade nos cobra um nível altíssimo de simultaneidade e versatilidade, nas multi-tarefas que executamos, seja como profissionais, pais, cidadãos, estudantes, etc, num mundo que aumenta os níveis de violência e decai em qualidade de vida, como fica nosso enfrentamento diante de todos esses fatos?  Poderíamos dizer que a ansiedade é tão somente fruto de nosso modus operandi nestes tempos em que vivemos?


             REFERÊNCIAS

HUECK, Karen. Sobre a ansiedade Disponível em http://super.abril.com.br/saude/sobre-a-ansiedade/, acessado em 04 de maio de 2017. 

TARANTINO. Mônica; PEREIRA, Cilene. O alívio da ansidade. Revista Isto é, Edição 2470, de 13 de abril de 2017. Disponível em http://istoe.com.br/203946_O+ALIVIO+DA+ANSIEDADE/, acessado em 17 de abril de 2017.