domingo, 31 de março de 2019


AVALIAÇÃO NO DECORRER DO ESTÁGIO

Tratar sobre avaliação se torna uma tarefa bastante complexa se o professor não tiver os seus critérios definidos a priori, ou seja, antes das atividades práticas que pretende realizar com os alunos.
 Nesse sentido, antes da aplicação das atividades do projeto de estágio, busquei definir de que forma os alunos seriam avaliados. Através de leituras e anotações, organizei os critérios. Entre eles cito: teste de nível, a participação do aluno, a cooperação e a colaboração para o desenvolvimento das atividades.
Considerando o primeiro critério, ao observar a não participação do aluno, buscava uma maior aproximação a partir do diálogo, para compreender o porquê do não envolvimento. Por acreditar em uma educação mais humanizada, creio que o diálogo e o carinho com os alunos que não se envolvem nas propostas pedagógicas, contribuem para motivá-los no decorrer das aulas.
Além da visão mais humanizada da educação, isso também na questão da avaliação. Cabe mencionar a abordagem qualitativa ao processo avaliativo, ou seja, não há como medir, somar ou dividir notas, sendo que a aprendizagem dos alunos é uma constante.
Somando-se a isso, cada aluno possui o seu tempo e seu desenvolvimento. Conhecendo o aluno, o professor pode trazer para todos novos conhecimentos e direcionar os projetos de forma a oportunizar diferentes tarefas, tais como: jogos, colagens, leitura, teatro, leitura e escrita.
Com o planejamento das aulas, as tarefas são organizadas, e a avaliação pode ser contínua e diária. Ainda, podem-se considerar as múltiplas inteligências, um aluno pode se destacar na música, outro na leitura e comunicação. Assim, cabe ao professor conhecer os seus alunos, inventando e reinventando as atividades para encantá-los e, consequentemente, avaliá-los, pois a avaliação faz parte do processo de aprendizagem, e também, pode ser reinventada diariamente.



Estágio


ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Discorrer sobre a alfabetização e letramento requer que se compreenda a diferenciação existente nesses dois processos. Enquanto aquela objetiva desenvolver a habilidade de ler e escrever. O letramento desenvolve o uso competente da leitura e da escrita como práticas sociais.
Compreende-se que o aluno alfabetizado sabe codificar e decodificar o sistema de escrita. No entanto, indo além, o aluno letrado é capaz de dominar a linguagem no seu cotidiano, nos mais diferentes contextos.
No decorrer do estágio, as atividades proporcionaram trabalhar os dois processos. Através dos jogos com letras houve o reforço no reconhecimento dessas, assim como, os alunos montaram os nomes dos animais relacionando-os com as figuras correspondentes a esses. As atividades com os números contribuíram para que os alunos os reconhecessem e associassem a contagem de objetos.
Tratando-se do letramento, inúmeras atividades contribuíram para que os alunos interagissem entre eles e conversassem sobre os temas apresentados, tais como: sobre a importância dos animais, atitudes a serem tomadas para preservar o meio ambiente, bem como o reconhecimento do habitat, da alimentação, do cuidado que se deve ter com os animais domésticos, assim como eles conheceram, embora por figuras animais em extinção. Outro momento que proporcionou atividades de letramento corresponde à hora do conto e leitura para os colegas. Destaca-se que após cada leitura, os alunos deveriam comentar sobre o que entenderam sobre o livro, apresentando a sua interpretação.
Há de se mencionar que o trabalho do professor é orientar a criança para que ela aprenda a ler e escrever convivendo com práticas reais de leitura e escrita. Para Freire (2001), aprender a ler e a escrever é aprender a ler o mundo. Assim, não se podem dissociar esses dois processos, eles se interdependem, Uma pessoa pode ser alfabetizada e não letrada ou vive-versa. Cabe aos docentes criarem condições para que os contextos onde se desenvolvem as atividades estejam de acordo com a realidade do aluno, proporcionando que ele possa ler o mundo em sua volta, interaja socialmente e construa caminhos para se desenvolver como sujeito de sua própria história.

sexta-feira, 29 de março de 2019



                     Relembrando a Interdisciplina de Corporeidade

        O Primeiro texto do meu blog que revisitei foi o intitulado “Reflexão sobre a Corporeidade que nos cerca e que nos habita”, que abordou importantes reflexões a partir da leitura realizada “Corporeidade: Uma Complexa Trama Transdisciplinar”.O texto nos faz parar para pensar em relação a ideia de que corpo e mente são dependentes um do outro, são um só conjunto e devem desenvolver-se gradativamente, lado a lado, complementando-se uma a outra, fazendo com que a aprendizagem aconteça por completo, de forma integral e não fragmentada, como ainda é realizada em muitas escolas da sociedade atual.

        Pensando na ideia principal, devemos trabalhar com o nosso aluno de maneira integral, envolvendo o corpo e a mente, já que os mesmos estão continuamente interligados pelos processos contidos em nosso organismo, é necessária e válido que nos lembremos que o indivíduo se comunica com o outro e com o mundo que o cerca a partir de diferentes linguagens, de diferentes formas a partir do seu corpo.

        Portanto, o ensino-aprendizagem precisa ser pensado, compreendido, entendido como desenvolvimento de competências e habilidades que vão sendo aperfeiçoadas ao longo das vivencias.

       No meu estágio não foi diferente, pensei e planejei constantemente, atividades desafiadoras e que surpreende se os docentes, motivando os a participar e interagir com o grupo criando conexões entre os conhecimentos adquiridos e utilizados nos momentos significativos de aprendizagens. Fiz uso de atividades que envolvessem movimentos combinatórios tanto do corpo como da mente, já que são um só, ofertando situações reais de desenvolvimento da corporeidade dos alunos.

Segue o link da postagem no blog: https://kasandra280386.blogspot.com/2015/08/


Referências:






quinta-feira, 28 de março de 2019





A FORMAÇÃO DO JOVEM LEITOR

Não se pode tratar de educação nas séries iniciais sem mencionar a formação dos jovens leitores, visto que, o ato de ler implica a interação. E essa se envolve diretamente com a aprendizagem, pois ao lerem, os alunos adentram ao mundo da imaginação, contam histórias para os colegas e se constroem historicamente com as trocas.
Filipouski e Marchi (2009, p.10-11) explicam que:

As atividades de leitura, desde as primeiras etapas escolares, visam ao desenvolvimento de competências que permitam compreender o texto como manifestação de um ponto de vista autoral, assumido a partir do contexto histórico. Pretendem também colocar o aluno em relação com o ponto de vista e o conjunto de valores expresso no texto.

Considerando esses aspectos citados, a leitura permite o desenvolvimento do aluno, construir-se historicamente, condiz com a interação com outras ideias e outros saberes. Fazer uma leitura individual ou em grupo e depois compartilhá-la com os colegas permite diferentes formas de aprendizagem.
No decorrer do estágio com a turma foi oportunizado diferentes momentos para a leitura. Os alunos fizeram leitura individual e em grupo, depois compartilhavam com os colegas. Também foi organizado a hora do conto, em que eles prestavam a atenção na história contada pela professora, depois faziam perguntas sobre o tema do livro.
Além, a fim de fazer uma abordagem interdisciplinar, os alunos fizeram desenhos das histórias, cartazes, máscaras e brincadeiras.
Durante o estágio os alunos do 1° ano também desfrutaram de um período semanal dedicado a leitura. A professora planejava e oferecia diferentes situações que envolvessem leitura, familiarizando os com a prática e fomentando o gosto deles pela mesma. Os benefícios foram notáveis, pois os alunos enriqueceram o seu vocabulário, bem como a leitura e escrita, no processo de alfabetização e letramento.
Entre as atividades realizadas pelos alunos nesse período destinado a leitura estavam a hora do conto, dramatização, brincadeiras, curiosidades, músicas, registros etc. Todas essas atividades foram realizadas pelos alunos, desenvolvendo autonomia e o trabalho em equipe, tornando os cada vez mais pro ativos no ensino aprendizagem

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro; MARCHI, Diana Maria. A formação do jovem leitor: temas e gêneros da Literatura. Erechim, RS: Edelbra, 2009

segunda-feira, 25 de março de 2019


A CULTURA DA PAZ E DA SOLIDARIEDADE COMBATENDO O BULLYING

É notório que os professores e equipe diretiva tem como objetivo cultuar a paz e o respeito à diversidade dentro das instituições escolares. Diante de tantos acontecimentos recentes que retratam a violência nas escolas, há a necessidade de se criar um ambiente de paz e solidariedade entre os alunos a fim de combater o bullying.
Primeiramente, cabe mencionar a definição de bullying, que consiste em uma forma de agressão praticada por um ou mais estudantes contra outro(s), de maneira intencional e repetidamente. Esses episódios ocorrem sem motivação evidente, causando dor e angústia em que sofre esse tipo de ataque. Também, pode ser definido a partir de uma relação desigual de poder, em que um aluno subjuga outro considerando-o mais fraco.
Segundo uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), o Brasil é o quarto país no mundo com maior prática do bullying. Segundo dados da pesquisa, 43% dos estudantes entre 11 e 12 anos relataram terem sido vítimas de violência física e psicológica.
Neste sentido, não apenas os professores e equipe diretiva, mas também toda a comunidades escolar, devem criar um ambiente onde esse problema possa ser discutido e enfim, exterminado do ambiente escolar.
Os professores necessitam reorganizar seus conteúdos, e trabalhar valores, desenvolver atividades que possam valorizar a coletividade, o espírito de solidariedade entre os alunos.
Portanto, os educadores não podem se calar diante das evidências de bullying, buscar o apoio dos pais para que este problema seja corrigido, o respeito a diversidade e as diferenças contribuem para a compreensão de que todos precisam colaborar para que a escola seja um local de desenvolvimento da aprendizagem, da criação de novos valores e da cultura da paz.



Sobre o Estágio





EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS SÉRIES INICIAIS

O projeto desenvolvido no decorrer do estágio surgiu a partir da necessidade de acrescentar novas vivências sociais, possibilitando a construção de conhecimento sobre os animais, seu habitat, suas características peculiares e coletivas, alimentação, locomoção, reprodução, etc. Uma gama de especificidades que traz conhecimentos pertinentes ao mundo atual.
Diante de inúmeros acontecimentos que vêm destruindo o meio ambiente, a fauna e a flora, tratar sobre os animais e cuidado que devemos ter com eles, torna-se essencial. Além disso, se tratarmos desse assunto com alunos das séries inicias, sensibilizando-os desde a mais tenra idade. Na idade adulta, acredita-se que haverá mais chances de uma conscientização maior.
Nesse sentido, objetivo geral do projeto foi reconhecer a importância dos animais e suas interdependências a outras espécies, como princípio fundamental de cuidado e respeito com o meio ambiente.
Compreende-se que a educação ambiental é uma das peças chave para a aquisição de valores e de uma nova visão de mundo, pautada na reflexão ambiental e valorização do ser em sua subjetividade e coletividade (TELES e OLIVEIRA, 2015).
No decorrer das atividades buscou-se fazer um trabalho interdisciplinar, com conteúdo que os fizessem refletir sobre o que é a natureza?, por que ela é importante para todos nós? Assim como, o que são seres vivos e não-vivos?
Na espontaneidade, os alunos começaram a interagir e pensar sobre esses temas. Além disso, eles jogaram um quebra-cabeça sobre os animais, o que possibilitou a eles o reconhecimento de letras e palavras.
Portanto, acredita-se que a consciência ambiental deve ser despertada desde a infância, os professores devem participar como mediadores do conhecimento e proporcionar a eles o crescimento a partir da interação com os outros colegas.



           









Reflexão




CRESCIMENTO PROFISSIONAL RELACIONANDO A TEORIA E A PRÁTICA

A partir da leitura de diferentes autores no decorrer da graduação em Pedagogia, percebi o quão importante se tornam no momento da prática em sala de aula. Na observação do desenvolvimento das atividades, percebi “ingredientes” especiais como a colaboração e cooperação entre os alunos, que reforçam a aprendizagem no sentido de que os alunos se concentram para a chegarem a um objetivo, desde os mais “simples”, como a elaboração de um cartaz, como na compreensão das etapas de um jogo matemático.
Considerando as atividades desenvolvidas pelos alunos, que cooperaram para o êxito da execução das propostas, verifica-se, a partir de Piaget (1998), que os métodos de trabalho em grupo e de self-government são modalidades que destacam a relevância da interação social como fator de desenvolvimento cognitivo. Assim, a aprendizagem ativa implica trabalho em grupo, que ocorre pela livre colaboração entre os estudantes. Isso se denomina cooperação (PIAGET, 1998).
Observou-se durante o estágio, que a interação entre os alunos mostrou-se essencial para que as atividades fossem desenvolvidas de forma satisfatória. Para Primo (2007, p,7) a interação social é “uma construção coletiva, inventada pelos interagentes durante o processo que não pode ser manipulada unilateralmente nem pré-determinada”.
Compreendendo que a maior parte das atividades foram realizadas em grupos ou duplas, como jogos, desenhos, colagens, dança, etc. A colaboração esteve sempre presente para que conseguissem chegar ao objetivo comum.
Portanto, como professora, compreendo que as teorias estudas contribuem para a construção de um novo olhar do profissional. Buscando a partir do planejamento da aula, propiciar atividades que possam ser realizadas em grupo, com colaboração, cooperação e motivação.