sábado, 23 de março de 2019

Geração High Tech


Geração High Tech

Na contemporaneidade, observa-se que as crianças e os adolescentes fazem uso de diferentes tecnologias, smartphones, notebooks, tablets, entre outros, ou seja, são uma geração que já nasceram em um período em que o acesso as redes sociais, por exemplo, é bastante natural para eles.
Segundo o Centro de Regional de Estudos (Cetic.br), de oito em cada dez crianças e adolescentes tem acesso à internet no Brasil. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2017, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGl.br), 85% das pessoas entre 9 e 17 anos podem acessar a rede, número que era de 82% em 2016. O meio de acesso utilizado foram os dispositivos móveis, 93%, valor que era de apenas 21% há cinco anos, o que mostra a popularização desses dispositivos.
Nesse sentido, ao chegarem à escola, deparam-se com uma realidade bem diferente, o ensino ainda encontra-se arraigado a um modelo tradicional, com o professor sendo o único a transmitir o conhecimento, a fonte do saber.
Dessa forma, com o acesso às novas tecnologias, percebe-se que há necessidade do professor adequar-se aos novos tempos. Não se trata de desmerecer o trabalho desse profissional, pois ele sempre será peça fundamental no ambiente escolar, mas se trata de utilizar novas tecnologias em seu planejamento, para que assim, possa se aproximar mais dos estudantes, organizar projetos de pesquisas e direcionar seus alunos no caminho do conhecimento.
De acordo com Karnal, as redes sociais, tão utilizadas ultimamente, causaram um impacto na vida das pessoas. Mais ainda, essa geração de adolescentes nasceu na era digital e utiliza diferentes equipamentos com maestria, e por mais que teimemos em acreditar que eles não se comunicam, as crianças e os adolescentes se comunicam muito entre eles, seja com aqueles que estão por perto, quanto com pessoas de longe, de outros países.
Sendo assim, nota-se que o papel do professor também vem se transformando, passando a ser mediador do conhecimento. Há de se mencionar ainda, o papel das instituições escolares, que devem proporcionar formação continuada aos docentes para que assim, possam acompanhar essa geração high tech, proporcionando-lhes alternativas adequadas para a utilização das novas tecnologias voltadas para a educação.

Referências
AUTRAN, Felipe. Oito em cada dez crianças e adolescentes tem acesso à internet, 2018. Disponível em: www.tecmundo.com.br Acesso em: 02 de fev. de 2019.

Vídeo: Leandro Karnal no Ponto a Ponto. O impacto das redes sociais na vida das pessoas. Site: htpps: //www. youtube.com/watch?time-continue=2&crlhoz7IVeY

Inclusão Escolar no Brasil




Inclusão Escolar no Brasil
A inclusão é um movimento que ocorre não apenas no Brasil, mas no mundo todo, diz respeito à luta das pessoas com deficiência e seus familiares na busca dos seus direitos e lugar na sociedade.
Em nosso país, a Lei nº 13.146, de 6 julho de 2015, em seu capítulo IV trata sobre o direito à educação, como se observa no artigo 27:

A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo da vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.

A partir do art.27, inicia-se a presente reflexão, quem é responsável pelo atendimento desse público na escola? Como é feita a inclusão? As pessoas com deficiência e seus familiares estão sendo atendidas de forma adequada nas instituições escolares?
Também com respaldo na Lei nº 13.146, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é previsto, ou seja, as pessoas com deficiência devem ser incluídas no ensino regular juntamente com os demais colegas, recebendo atendimento especializado pelo AEE em seu turno inverso.
Além de garantir condições de acesso e permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras.
Entretanto, de acordo com dados do Censo Escolar da Educação Básica 2017, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de inclusão de pessoas com deficiência em classes regulares, o que é recomendado, passou de 85,5% em 2013 para 90,9% em 2017. Apesar dos números, a maior parte dos alunos com deficiência não tem acesso ao atendimento educacional especializado. Somente 40,1% conseguem utilizar o serviço.
Observa-se que lei contempla o direito das pessoas com deficiência. Todavia, a realidade das escolas ainda merece a atenção de toda a sociedade para que se adapte e receba os alunos com deficiência tal qual se assegura na legislação.
Tratando-se das adaptações nas escolas, há muito a se fazer a fim de que se diminuam as barreiras arquitetônicas e proporcionar o acesso adequado, ou seja, para que o aluno transite de forma satisfatória dentro dos espaços como banheiros, bibliotecas, refeitórios, entre outros. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica 2017, somente 46,7% das instituições de ensino médio apresentam dependências adequadas para esse público. O banheiro adequado para pessoas com deficiência só existe em 62,2% dessas escolas.
Observando os dados divulgados, percebe-se que não basta comemorar o aumento do número de matrículas para esse público. Cabe avaliar de que forma os alunos com deficiência estão sendo acolhidos nas escolas, pois o que se vê é um inclusão falha em muitos pontos.
Portanto, cabe fiscalização por parte de toda a sociedade, para que assim, a inclusão das pessoas com deficiência proporcione o desenvolvimento integral do indivíduo, preparando-o para uma aprendizagem ao longo de sua existência.

Mitos sobre as pessoas com deficiência

 
Mitos sobre as pessoas com deficiência
Infelizmente, os preconceitos são criados a partir de mitos (histórias inventadas, mentiras) que são passadas oralmente pelas pessoas, que muitas vezes, não procuram informações adequadas, fontes confiáveis e simplesmente, criam “verdades” sobre determinados assuntos que se tornam comuns no imaginário popular.
Sobre os mitos relacionados às pessoas com deficiência não é diferente, porém, quando se procuram informações com especialistas, ou se começa a trabalhar com crianças e adolescentes que apresentam alguma deficiência. Percebe-se que muitas ideias que tínhamos sobre as características e comportamentos dessas pessoas não correspondem à realidade.
Assim, cabe mencionar alguns mitos que ainda perpetuam o imaginário de algumas pessoas. Primeiramente, grande parte das pessoas surdas apresenta os órgãos fono-articulatórios íntegros e tem todo o potencial para o desenvolvimento da fala, assim, não se pode dizer que todo o surdo é mudo.
Segundo, a questão da tendência à música por parte dos cegos não corresponde a uma verdade, o que se pode dizer é que esse grupo possui uma atenção diferenciada aos estímulos auditivos, pois a audição os auxilia na locomoção e localização, ajudando-os na noção de distância.
Outra questão bastante preocupante é acreditar que a toda a deficiência é fruto de herança genética. Em nosso país, muitas deficiências são causadas pela falta de saneamento básico que ocasiona infecções, falta de assistência pré-natal e atenção ao parto. Deve-se considerar ainda, a questão dos acidentes no trânsito e a violência alarmante por arma de fogo, que deixam muitas sequelas. Sendo assim chamadas deficiências adquiridas.
Por fim, há de se mencionar que a deficiência não é uma doença, muito menos contagiosa. O trabalho de desmistificação contribui para que as pessoas se desenvolvam e possam receber o carinho que merecem e terem a oportunidade de aprender ao longo da vida.



Portanto, acredita-se que a escola regular seja o local ideal para que as pessoas com deficiência possam desenvolver as suas habilidades e competências, incluí-las socialmente contribui para que todos possam conhecê-las e assim, desmistificar crenças arraigadas em nossa sociedade que não correspondem à verdade.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Curso de Extensão AEE ( DI )




REFLEXÕES SOBRE A OBSERVAÇÃO EM UMA ESCOLA ESTADUAL SOBRE O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) foi estabelecido pela Política Nacional de Educação Especial na perspectiva inclusiva, em 2008. Visa ao atendimento dos alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades.
De acordo com Aranha (2015, p.1), o AEE define-se como:

Conjunto de atividades e recurso de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente para atender exclusivamente alunos com algum tipo de necessidade especial, no contraturno escolar. Pode ser realizado em salas de recursos especiais na escola regular ou em instituições especializadas.

Neste relato de observação apresenta-se a Escola Estadual Olaria Daudt, localizada na cidade de Sapucaia do Sul, onde foi realizada as visitas para observar o trabalho do AEE. Em relação à localização, o bairro da escola é em uma zona periférica da cidade, com nível socioeconômico baixo.
Quanto ao espaço físico, a sala de recursos do AEE é pequena, em um espaço (divisão) dentro da biblioteca da escola. Não há monitores de inclusão, pois nem todos os alunos possuem laudo médico.
Tratando-se da profissional que faz o atendimento, observa-se que há busca pela formação permanente a fim de atender a todos os alunos da melhor forma possível. Eis sua formação: Gestão em supervisão em Pedagogia – UNISINOS; Pós em neuropsicopedagogia – Educinter; Pós em Arte- São Luís.

Apresentação das observações na escola

No primeiro dia- visitei a sala de recursos para conhecê-la e compreender a dinâmica desenvolvida pela professora. Ela acompanha alunos com laudo médico e aqueles que estão em avaliação, no total são 12 alunos.
Tratando-se da estrutura, observei os seguintes problemas:
—     -Não há rampas de acesso no entorno da escola;
—     -Não há professores para auxiliar os professores;
—     -A sala do AEE é dentro da biblioteca.
Quanto à acessibilidade, pode-se dizer que a escola não se apresenta adequada as necessidades dos seus alunos com deficiência, necessitando a colocação de rampas no entorno que permitam que os alunos se locomovam com mais facilidade. Segundo Moraes (200&) “a acessibilidade é vista como um meio de possibilitar a participação das pessoas nas atividades cotidianas que ocorrem no espaço construído, com segurança, autonomia e conforto”.
Sobre os encaminhamentos, quem os faz são os professores titulares. Eles preenchem uma ficha relatando as habilidades e dificuldades dos alunos. Após o recebimento das fichas, o professor do AEE inicia a avaliação e a anaminesi.
Em minhas atividades como observadora, conheci um aluno de 16 anos, está no 9º ano do ensino fundamental. Ele apresenta deficiência intelectual grave. A situação familiar é bastante precária. Entretanto, ela muito participativa e contribui com a escola no que se refere acompanhamento do aluno. Mantém o diálogo constante com os professores titulares a fim de conseguir que todos se adaptem as atividades.
A profissional da escola mantém diálogo constante com a família e busca parcerias com outros profissionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, entre outros. Dessa forma, busca ampliar as possibilidade de aprendizagem por parte do aluno que está sendo acompanhado pelo AEE.
Portanto, nesses dias de observação nessa instituição, percebi que há um esforço constante para atender os alunos com deficiência, apesar das dificuldades em relação à estrutura da escola, há o engajamento da profissional responsável pelo atendimento e o apoio da família, o que contribui para o desenvolvimento do aluno em detrimento aos percalços encontrados pelo caminho.

Referências Bibliográficas

ARANHA, Sônia. O que é atendimento educacional especializado (AEE)?. Disponível em: https://www.soniaranha.com.br/o-que-e-atendimento-educacional-especializado-aee/
MORAES, M. C. Acessibilidade no Brasil: Análise da NBR 9050. 175f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Florianópolis, 2007.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA EM PROJETOS ESCOLARES




A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA EM PROJETOS ESCOLARES
Com o avanço na tecnologia, hoje na escola, ao conversarmos com os alunos, é raro aquele que não têm acesso às redes sociais. Apesar das disparidades econômicas do nosso país, grande parte dos estudantes possui smartphones, notebooks, tablets, entre outros equipamentos.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV – SP- 2018) constatou que o número de smartphones nas ruas e casas brasileiras superou a marca de um aparelho por habitante. Os números apontam que o Brasil possui 210 milhões de habitantes, e possui pelo menos 220 milhões de celulares inteligentes ativos, e na categoria de dispositivos portáteis, na qual notebooks e tablets se incluem, temos hoje, uma marca de 306 milhões de aparelhos.
Nesse sentido, a partir dos números apresentados, nota-se que o uso dessas ferramentas não pode ser desconsiderado pelos profissionais da área da educação. Compreende-se que o uso das novas tecnologias, bem como o acesso à internet no planejamento das aulas deve ser uma constante. Mas como os docentes podem utilizar as novas tecnologias?
Acredita-se que o professor possui o papel de mediador do conhecimento, esse pode partir da organização de projetos, incentivando a pesquisa e contribuindo para que os alunos possam escolher entre tantas informações, as mais seguras sobre os temas pesquisados. Incentivar os alunos para que estudem questões sociais, fenômenos da natureza, ou seja, temas que possam contribuir para ampliar a aprendizagem do aluno. Também, os assuntos podem ser divididos por áreas do conhecimento, proporcionando momentos em que os próprios alunos possam optar pela disciplina que mais lhe cause curiosidade.
Sobre os projetos, de acordo com Joibert (1993), o desenvolvimento deve ser elaborado pelos alunos com o auxílio do professor, as temáticas necessitam ser pertinentes à realidade do aluno. Dessa forma, acredita-se que ele irá se sentir desafiado a pesquisar e buscar formas diferenciadas de pesquisa.
Ao contrário das aulas mais tradicionais, as ferramentas tecnológicas que os alunos possuem podem ser utilizadas para as pesquisas, como buscas no Google, para fazer o download de livros, imagens, vídeos, documentários relacionados ao tema de pesquisa escolhido pelos alunos. Dependendo da faixa etária dos alunos, o professor pode explicar sobre buscas em sites acadêmicos. Para a apresentação dos projetos, podem-se fazer vídeos, a criação de blogs, entre tantas outras possibilidades.
Portanto, acredita-se que hoje, com o acesso que os alunos e professores têm a informações. A organização de projetos de pesquisa é uma forma de os professores direcionarem os estudantes há um universo bem maior que as paredes da sala de aula, proporcionando a busca pelo desenvolvimento integral do educando.


 Partindo deste viés, foram utilizados inúmeros recursos tecnológicos nas aulas que compõem o Projeto do Estágio Obrigatório solicitado pelo Curso. Gratificante e enriquecedor perceber o domínio e a rapidez com que os alunos mexem nestes recursos e o tanto de conhecimento que adquirem fazendo uso dessas tecnologias como suporte didático. Abusca e a interação entre os alunos é uma constante, pois sede do descobrir novos horizontes se faz presente arduamente, fazendo com eles ampliem seus conhecimentos tornando os significativos.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A ética no dia a dia da escola


Para refletir ...em meio a turbulência do estágio



A ética no dia a dia da escola
Inicia-se esta reflexão tratando sobre o conceito de Ética, a palavra vem do grego ethos e significa caráter, comportamento. O estudo da ética é centrado na sociedade e no comportamento humano.
Compreende-se assim, que corresponde não apenas ao indivíduo, mas das relações estabelecidas com o outro, como ocorre e qual o reflexo positivo ou negativo que as atitudes individuais podem afetar a coletividade.
Tratando-se da escola, compreendemos esse espaço como um ambiente democrático e de convivência, onde os alunos expõem seus sentimentos, desejos para o futuro e aprendem a conviver com as diferenças. Um local onde se revelam crenças, valores e costumes dos grupos sociais em que estão inseridos.
Assim, tratar sobre ética se torna essencial, pois a partir das reflexões e atividades desenvolvidas pelos educadores, os alunos podem pensar sobre como as suas atitudes nesse ambiente tão diversificado, refletem no comportamento do outro. Deve-se trabalhar no sentido de respeitar a coletividade, pois quando não se resolvem os conflitos diários e naturais existentes, podem ocorrem conflitos ainda maiores futuramente.
Os professores devem trabalhar temas que possam contribuir para que o alunado compreenda a importância de respeitar a dignidade do próximo, sem humilhações ou discriminações em relação a sexo ou etnia. As atividades devem se pautar no dia a dia, na convivência entre as pessoas e na importância de ser tolerante com as diferenças.
Segundo Paulo Freire, que o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder aos outros.
Portanto, a ética permite que se crie um ambiente escolar de respeito às diferenças, onde cada um seja responsável por suas ações, mas que, sobretudo, forme alunos que pensem na coletividade, antes de tomar atitudes que afetem a dignidade do ser humano.



terça-feira, 16 de outubro de 2018

A importância da discussão sobre bullying nas escolas





A importância da discussão sobre bullying nas escolas

O fenômeno bullying surgiu nos anos 2000 e vem chamando a atenção de pais, professores, equipe diretiva e comunidade escolar. O site Brasil Escola define essa expressão:
Bullying é um termo da língua inglesa (bully= “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outras pessoas sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo relacionadas dentro de uma reação desigual de forças e poder.

Assim, deve-se considerar que o bullying não corresponde apenas à agressão física, também é a violência psicológica, que pode passar despercebida a partir de “brincadeiras”, apelidos, implicâncias e até mesmo brincadeiras normais entre os alunos.
Pode-se dizer que o bullying é um problema crônico dentro das instituições e difícil de ser combatido sem um trabalho e diálogo constante entre os professores e os pais. A conversação entre todos os envolvidos na rotina da escola é bastante importante para identificar as diferentes formas de agressão, que podem ser: insultar verbalmente, dar empurrões e pontapés, criar boatos humilhantes, inventar apelidos que ferem a dignidade do colega, entre outras formas mais sutis, como excluir um colega das atividades realizadas em grupo.
Sendo assim, algumas medidas podem ser tomadas a fim de tratar essas questões e abarcar um número maior de alunos nas atividades, motivando-os a refletir sobre as suas atitudes:
-Organização de apresentação de teatro e criação de paródias na escola (música, dança);
-Atividades que valorizem a diversidade na escola;
- Palestras com profissionais da área da psicologia.
Portanto, compreende-se o bullying como um problema social crônico das instituições escolares, tratar sobre o assunto a partir do envolvimento de toda a comunidade escolar pode trazer resultados positivos em longo prazo. Entretanto, calar diante de um problema tão sério, é deixar o aluno à mercê dos agressores que causam, muitas vezes, a evasão escolar daqueles que sofrem calados.

Ao observar a clientela da escola na qual realizarei meu Estágio Obrigatório, percebeu se que alguns grupos dispõem de algumas atitudes um tanto maldosas e infelizes no que diz respeito as relações interpessoais dos indivíduos que compõem o grupo discente da escola. Partindo desse pressuposto, faz se necessário ter um olhar mais atento e crítico no que diz respeito as relações estabelecidas pelos alunos neste ambiente. Visto que demonstram uma falta de respeito enorme ao tratar com os colegas e demais alunos da escola. Afirmo que essas atitudes não são evidenciadas na turma que farei o estágio e sim nas demais, o que indiretamente influencia negativamente os demais alunos da escola. Antes que vire uma epidemia, faz se necessário e importantíssimo estabelecermos alguns critérios para que a escola não vire palco para esses atos desumanos.

Atividades cercadas de reflexões serão realizadas semanalmente durante o período trabalhado com a turma, proporcionando assim aos alunos diferentes formas de expor suas ideias e opiniões sobre o assunto tratado, estabelecendo momentos de interação sócio afetiva em meio as atividades lúdicas com cunho pedagógico.