terça-feira, 20 de novembro de 2018

A ética no dia a dia da escola


Para refletir ...em meio a turbulência do estágio



A ética no dia a dia da escola
Inicia-se esta reflexão tratando sobre o conceito de Ética, a palavra vem do grego ethos e significa caráter, comportamento. O estudo da ética é centrado na sociedade e no comportamento humano.
Compreende-se assim, que corresponde não apenas ao indivíduo, mas das relações estabelecidas com o outro, como ocorre e qual o reflexo positivo ou negativo que as atitudes individuais podem afetar a coletividade.
Tratando-se da escola, compreendemos esse espaço como um ambiente democrático e de convivência, onde os alunos expõem seus sentimentos, desejos para o futuro e aprendem a conviver com as diferenças. Um local onde se revelam crenças, valores e costumes dos grupos sociais em que estão inseridos.
Assim, tratar sobre ética se torna essencial, pois a partir das reflexões e atividades desenvolvidas pelos educadores, os alunos podem pensar sobre como as suas atitudes nesse ambiente tão diversificado, refletem no comportamento do outro. Deve-se trabalhar no sentido de respeitar a coletividade, pois quando não se resolvem os conflitos diários e naturais existentes, podem ocorrem conflitos ainda maiores futuramente.
Os professores devem trabalhar temas que possam contribuir para que o alunado compreenda a importância de respeitar a dignidade do próximo, sem humilhações ou discriminações em relação a sexo ou etnia. As atividades devem se pautar no dia a dia, na convivência entre as pessoas e na importância de ser tolerante com as diferenças.
Segundo Paulo Freire, que o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder aos outros.
Portanto, a ética permite que se crie um ambiente escolar de respeito às diferenças, onde cada um seja responsável por suas ações, mas que, sobretudo, forme alunos que pensem na coletividade, antes de tomar atitudes que afetem a dignidade do ser humano.



terça-feira, 16 de outubro de 2018

A importância da discussão sobre bullying nas escolas





A importância da discussão sobre bullying nas escolas

O fenômeno bullying surgiu nos anos 2000 e vem chamando a atenção de pais, professores, equipe diretiva e comunidade escolar. O site Brasil Escola define essa expressão:
Bullying é um termo da língua inglesa (bully= “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outras pessoas sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo relacionadas dentro de uma reação desigual de forças e poder.

Assim, deve-se considerar que o bullying não corresponde apenas à agressão física, também é a violência psicológica, que pode passar despercebida a partir de “brincadeiras”, apelidos, implicâncias e até mesmo brincadeiras normais entre os alunos.
Pode-se dizer que o bullying é um problema crônico dentro das instituições e difícil de ser combatido sem um trabalho e diálogo constante entre os professores e os pais. A conversação entre todos os envolvidos na rotina da escola é bastante importante para identificar as diferentes formas de agressão, que podem ser: insultar verbalmente, dar empurrões e pontapés, criar boatos humilhantes, inventar apelidos que ferem a dignidade do colega, entre outras formas mais sutis, como excluir um colega das atividades realizadas em grupo.
Sendo assim, algumas medidas podem ser tomadas a fim de tratar essas questões e abarcar um número maior de alunos nas atividades, motivando-os a refletir sobre as suas atitudes:
-Organização de apresentação de teatro e criação de paródias na escola (música, dança);
-Atividades que valorizem a diversidade na escola;
- Palestras com profissionais da área da psicologia.
Portanto, compreende-se o bullying como um problema social crônico das instituições escolares, tratar sobre o assunto a partir do envolvimento de toda a comunidade escolar pode trazer resultados positivos em longo prazo. Entretanto, calar diante de um problema tão sério, é deixar o aluno à mercê dos agressores que causam, muitas vezes, a evasão escolar daqueles que sofrem calados.

Ao observar a clientela da escola na qual realizarei meu Estágio Obrigatório, percebeu se que alguns grupos dispõem de algumas atitudes um tanto maldosas e infelizes no que diz respeito as relações interpessoais dos indivíduos que compõem o grupo discente da escola. Partindo desse pressuposto, faz se necessário ter um olhar mais atento e crítico no que diz respeito as relações estabelecidas pelos alunos neste ambiente. Visto que demonstram uma falta de respeito enorme ao tratar com os colegas e demais alunos da escola. Afirmo que essas atitudes não são evidenciadas na turma que farei o estágio e sim nas demais, o que indiretamente influencia negativamente os demais alunos da escola. Antes que vire uma epidemia, faz se necessário e importantíssimo estabelecermos alguns critérios para que a escola não vire palco para esses atos desumanos.

Atividades cercadas de reflexões serão realizadas semanalmente durante o período trabalhado com a turma, proporcionando assim aos alunos diferentes formas de expor suas ideias e opiniões sobre o assunto tratado, estabelecendo momentos de interação sócio afetiva em meio as atividades lúdicas com cunho pedagógico.

domingo, 5 de agosto de 2018

Reflexão : O ato de Avaliar?





A partir das charges apresentadas nota-se que os personagens não estão sendo avaliados da mesma forma, de maneira classificatória, desta maneira nem todos conseguiriam obter “bons resultados” visto que não são levadas em consideração suas especificidades. Segundo Hoffmann


“Na concepção de avaliação classificatória, a qualidade se refere a padrões preestabelecidos, em bases comparativas: critérios de promoção (elitista, discriminatório), gabaritos de respostas às tarefas, padrões de comportamento ideal. Uma qualidade que se confunde com a quantidade, pelo sistema de médias, estatísticas, índices numéricos dessa qualidade. Contrariamente, qualidade, numa perspectiva mediadora de avaliação, significa desenvolvimento máximo possível, um permanente “vir a ser”, sem limites preestabelecidos, embora com objetivos claramente delineados, desencadeadores da ação educativa. Não se trata aqui, como muitos compreendem, de não delinearmos pontos de partida, mas, sim, de não delimitarmos ou padronizarmos pontos de chegada.” (2009, p. 31-32).


As reflexões realizadas ao decorrer das leituras disponibilizadas nos fazem perceber quão importante é o papel do professor no processo de avaliação, como deve estar claro o objetivo da avaliação nesse processo de construção do conhecimento. Tendo como habito realizar reflexões acerca de como está avaliando e o sentido que a mesma tem durante este processo. Revisitando e solidificando a ideia de que a avaliação deve ser contínua com vistas na inclusão. Uma avaliação que contemplem as individualidades de cada aluno, o que ele sabe, o que precisa consolidar para avançar na construção do conhecimento, e o que precisa aprender ao longo do ano.
 Avaliação deve ser um recurso utilizado a favor da educação, avaliar para repensar, e reagir frente aos obstáculos enfrentados pelos alunos, reorganizando através do planejamento estratégias que contemplem e deem conta dessas dificuldades apresentadas ao longo do processo. Motivando cada vez mais os alunos a buscar soluções para as suas duvidas sanando suas dificuldades.


Atualmente mantenho o hábito da "auto reflexão", no qual reflito sobre as tomadas de decisões dentro do meu planejamento, se estou levando em consideração todos os pontos importantes necessários para que os meus alunos obtenham um desenvolvimento pleno.Se os objetivos estão sendo alcançados com êxito, se as aprendizagens estão acontecendo de forma  significativa e prazerosa e se os alunos estão participando ativamente.

A partir do inicio dessa reflexão e dos autores estudados no decorrer do curso,percebo em minha práticas muitas mudanças positivas e na aprendizagem dos alunos.

Acredito ser de suma importância a avaliação mediadora, pois ela serve de parâmetros para avaliarmos de forma positiva o que esta a contento dos alunos e o que pode ser modificado para que haja de fato uma aprendizagem significativa. A avaliação deve ser mediadora, contínua e durante o processo de aprendizagem.


REFERÊNCIAS:
Cipriano Luckesi – o que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem?  Revista Pátio, ano 3 nº 12, p. 11, 2000
 Souza Ferreira Souza Ferreira - Retratos da Avaliação Conflitos, desvirtuamentos e caminhos para superação 
HOFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Mediação, 2009.








Relato de experiência 

Projeto sobre Bullying envolvendo  recursos digitais


No primeiro momento, conversamos sobre os casos de Bullying e a Violência nas escolas, surgindo assim um problema de pesquisa: — Como poderíamos apresentar propostas para modificar esta realidade?
Partimos para a criação de um Facebook da turma, após tiramos fotos da dos alunos para colocarmos no perfil, bem como fazermos a apresentação da turma nessa rede social. Fiz a divisão em grupos de cinco alunos, cada grupo deveria criar um vídeo postando uma mensagem de esperança de uma nova cultura de paz e solidariedade no ambiente escolar, compreender as diferenças e diversidades que circundam a escola.
A experiência foi bastante produtiva, pois os alunos se mostraram motivados, houve a postagens de vídeos e músicas tratando da temática, “Gentileza gera Gentileza”. Optou-se por fazer um caminho inverso, ao invés de postagens de vídeo mostrando casos de bullying, realizaram-se tarefas para buscar caminhos para se viver em paz nesse ambiente tão diversificado. Outro fato que se pode ressaltar, refere-se aos comentários, os grupos, além de postarem, deveriam fazer comentários nos outros grupos.
Acredito que essa experiência foi inovadora, pois houve uma maior aproximação entre a professora e os alunos, bem como entre eles. Outro fato refere-se à surpresa de alguns alunos ao mencionarem que poderiam utilizar seus smartphones sem problemas. Percebeu-se que muitos professores proíbem o uso dos celulares, mas esquecem que essas ferramentas podem ser utilizadas com a mudança das metodologias utilizadas pelo professor.
Portanto, compreende-se que o uso das novas tecnologias é um desafio para os professores, há a necessidade de mudarmos a nossa prática, permitindo que, com orientação, os alunos possam utilizar seus aparatos tecnológicos (notes, smartphones, câmeras etc.), afinal, os estudantes já nasceram na era digital. Dessa forma, precisamos trazer o mundo digital para o cotidiano escolar e fazermos as adaptações necessárias para o bom encaminhamento dos projetos.
Esse projeto também vem de encontro com nossos estudos neste semestre, relacionando se as teorias que  envolvem as inovações pedagógicas nos ambientes escolares e  o uso positivo das tecnologias  na sala de aula através de uma metodologia adequada.



CONCEITUANDO INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

De acordo com a leitura da pesquisa de Cunha (2004), a inovação pedagógica apresenta-se com um perspectiva positiva, é tudo aquilo que agrega, que olhe os objetos e os fenômenos de forma diferente. Conforme um dos professores a inovação está ligada a novas formas de pensar.
Para Cunha (1988), a inovação requer uma ruptura que permita a reconfiguração do conhecimento, indo além das regularidades propostas pela modernidade, ou seja, deve-se romper com os paradigmas, não se tratando apenas da inclusão de novidades, como também da tecnologia. Requer que se compreenda o conhecimento de outra forma.
Há de se mencionar que este rompimento não significa esquecer o passado, mas sim, os professores devem ver os sujeitos de outra forma, incluindo outros aspectos, tais como: a dimensão estética e outras racionalidades.
Outro aspecto observado no decorrer da leitura, diz respeito à resistência por parte dos professores. A formação dos professores está arraigada ao modelo tradicional, dessa forma, as inovações causam, por vezes, espanto e medo de se exporem.
Portanto, a inovação pedagógica consiste em uma nova forma de se pensar a educação na sua forma prática, requer que se abarque, além do uso da tecnologia, uma ciência que busque novos paradigmas, que possa incluir aspectos sociais, estéticos, uma nova forma de perceber o sujeito, nas suas diferentes dimensões. Isso requer que o professor busque por novas metodologias de trabalho a fim de tornar as aprendizagens mais significativas para os estudantes.


Conforme  Carbonell (2002), “Existe uma concepção que é bastante aceita no âmbito educacional, que define inovação como: um conjunto de intervenções, decisões e processos, com certo grau de intencionalidade e sistematização, que trata de modificar atitudes, ideias, culturas, conteúdos, modelos e práticas pedagógicas” (p. 19). Conforme o autor, essa inovação visa desenvolver projetos, materiais pedagógicos, procedimentos de ensino e aprendizagem, exemplos didáticos e outras metodologias em sala de aula. Fomentar essas mudanças nas metodologias é necessário para que se consiga desafiar os alunos em sala de aula, assim possibilitando novas aprendizagens significativas.


Sou professora alfabetizadora, nas minhas aulas sempre me proponho a inovar, fazendo uso de diferentes recursos e tecnologias, planejando atividades dinâmicas, interativas e atraentes para os alunos, fazendo com que os mesmos sintam se entusiasmados, sendo assim protagonistas na construção do conhecimento.
 A escola dispõem de alguns recursos tecnológicos como sala digital, retroprojetor, arthur, lousa digital, rádios e sala de vídeo. A partir do meu planejamento estou sempre disposta a utilizar de  forma positiva e eficaz esses recursos visando sempre o melhor no desenvolvimento integral do aluno. Outros recursos utilizados por mim fazem parte da ludicidade, jogos, dinâmicas que envolvam os alunos e os ajudem na construção e assimilação de conteúdos importantes para essa faixa etária.


Referências:
CARBONELL, Juame. A aventura de inovar: a mudança na escola, tradução Faima Murad. Porto Alegre: Artimed Editora, 2002.

UTILIZAÇÃO DAS TICs NAS AULAS COM ALUNOS DO 1º ANO



No mês de maio  a escola na qual leciono estava comemorando 25 anos, após um reunião pedagógica fomos desafiados a trabalhar está data tão importante de foma diferenciada, na qual os alunos fossem protagonistas neste projeto alusivo ao aniversário da escola.

Entre as atividades que trabalhavam desde o cuidado e preservação da mesma  até melhorias e inovações pedagógicas no ambiente escolar, desafiei meus alunos de forma interativa a realizarem um vídeo que demonstrassem o que eles sentiam em relação a escola que estudavam. Imaginem a gama de sentimentos, ideias, experiências que foram desacomodadas ao aceitarem e realizarem este trabalho.

A ideia de organização partiu toda da turma, a professora somente ajudou-os nos detalhes que diziam respeito a organização do tempo e espaço, o qual seria utilizado.

Os alunos iniciaram o vídeo falando sobre o ponto de vista deles em relação o ambiente escolar que estavam inseridos diariamente, abordando assuntos como a hora do recreio, merenda oferecida, amizades conquistadas neste espaço, profissionais que atuam diretamente com eles, sugestões de melhorias em relação a quadra de esportes e a pracinha.

Utilizaram argumentos consistentes ao expressar suas ideias e críticas em relação a organização diária da escola, sendo sinceros e pro ativos.

Percebi que essa atividade foi de suma importância para os alunos, pois os mesmos sentiram -se  parte daquele ambiente que frequente, bem como responsáveis de certa maneira pelo mesmo. Sendo ouvidos e enxergados pelo grande grupo,  a partir de suas exposições, questionamentos e agradecimentos.

O vídeo foi assistido por todos os alunos e pais que se fizeram presente no sábado letivo alusivo ao aniversário da escola, comovendo todos os presentes, fazendo -os refletir sobre a importância da escola  para esses aluno e também sobre a formação humanista dos mesmos.

MEMÓRIA DAS TECNOLOGIAS NAS ESCOLAS


Trabalho em Dupla: Kasandra S. Oliveira e Josiane Leão

        

 Conversamos sobre o assunto, relatamos nossas vivencias individuais, entrando em consenso e realizando conexões. Nós deparamos com alguns pontos importantes compartilhados por nós, na mesma época, porém em localidades diferentes. As tecnologias utilizadas eram o livro didático, o quadro verde com giz, globo terrestre, mapas, revistas e jornais para recortes e confecção de cartazes, rádio, microscópio, folhas mimeografadas, utilizando a biblioteca da escola ou do município para pesquisa e produção de trabalhos e o caderno utilizado para registro.
Tínhamos aula geralmente na mesma sala de aula, na qual estavam expostos mapas e cartazes respectivos as nossas aprendizagens.  Eventualmente tínhamos aula no laboratório da escola, bem como na sala de vídeo na qual olhávamos algum filme (fita cassete). Realizamos muitos passeios para sistematizar alguns conhecimentos, como ida ao zoológico e museus que relatavam a história do município. Os professores planejavam algumas atividades variadas a contento, mas ficavam na maioria das vezes presos as aulas de explanações transferindo conhecimentos e os alunos registravam no caderno, após realizavam exercícios de fixação nos livros didático.
  Atualmente a maioria das escolas disponham de algumas tecnologias tais como: lousa digital, DVD, retroprojetor, computadores, Arthur, tablet, impressoras, câmera digital, filmadora, celular, caixas de som, etc que deveriam auxiliar no planejamento diferenciado do professor, bem como na execução do mesmo, tornando as aulas mais interativas e dinâmicas. Porém, nota-se um despreparo, no que diz respeito a uma parcela generosa, dos profissionais da educação para lidar com essas modernidades. O resultado desse despreparo são evasões, desmotivação e repetências. Já os professores que incorporam essas tecnologias em suas aulas de forma correta e produtiva, tem um ganho considerável quando envolve os alunos fazendo com que se desenvolvam de forma prazerosa realizando diferentes conexões. A participação, colaboração e entusiasmo dos alunos fazem a diferença transformando essa aula em algo atrativo e acolhedor já que esta geração ” nasceu em meio a utilização dessas tecnologias”, sentindo se em casa.