quarta-feira, 19 de junho de 2019




  Alfabetização na EJA

A taxa de alfabetização da população jovem e adulta é um dos principais sinalizadores do desenvolvimento social de um país. O Brasil carrega um atraso histórico que está se resolvendo em parte pelo avanço da escolarização das novas gerações e em parte pelo envelhecimento populacional.

A desigualdade social brasileira reflete-se nas estatísticas do analfabetismo adulto. As médias escondem índices elevados em alguns grupos, especialmente quando se consideram variáveis como situação de domicílio, raça e renda

Embora as taxas venham decaindo em todos os grupos, a porcentagem de analfabetismo da população branca ainda é menos da metade da verificada na população negra e parda. Da mesma forma, o analfabetismo é sete vezes mais frequente entre os brasileiros de renda mais baixa, em comparação com os de renda mais elevada, e mais de três vezes mais presente entre os que vivem no campo do que entre aqueles que vivem na cidade

Embora as taxas venham decaindo em todos os grupos, a porcentagem de analfabetismo da população branca ainda é menos da metade da verificada na população negra e parda. Da mesma forma, o analfabetismo é sete vezes mais frequente entre os brasileiros de renda mais baixa, em comparação com os de renda mais elevada, e mais de três vezes mais presente entre os que vivem no campo do que entre aqueles que vivem na cidade



           REFLITA!!!

segunda-feira, 17 de junho de 2019





 Vamos recordar!!!




Métodos de Alfabetização


O método de alfabetização é uma expressão que pode designar: um método específico, como o silábico, o fônico, o global; um livro didático de alfabetização proposto por algum autor; um conjunto de princípios teórico-procedimentais que organizam o trabalho pedagógico em torno da alfabetização, filiado ou não a uma vertente teórica explícita ou única; um conjunto de saberes práticos ou de princípios organizadores do processo de alfabetização, (ré)criados pelo professor em seu trabalho pedagógico. Portanto, a ação alfabetizadora, em qualquer instância, caracteriza-se pelo uso de um ou mais métodos para ensinar a ler e a escrever, combinados a formas de conceber os sujeitos, os objetos de ensino, a organização e progressão das aprendizagens, bem como o que se espera como resultado desse processo.

Métodos sintéticos são aqueles que seguem o caminho indutivo, das partes para o todo, e podem ser organizados de variadas formas a partir da eleição de um princípio ou unidade: a letra, a sílaba, o fonema, por exemplo. Todos esses privilegiam a memorização de sinais gráficos (letras) e de suas correspondências fonográficas (sons). Compreendem o método alfabético que toma como unidade a letra: o método fônico toma como unidade o fonema e o método silábico toma como unidade um segmento fonológico mais facilmente pronunciável, que é a sílaba. De maneira geral, a escolha por apenas um caminho para sistematização das relações fonema-grafema (a letra, o fonema ou a sílaba) é o que diferencia o tratamento em torno das correspondências fonográficas do sistema alfabético de escrita.

Métodos analíticos são aqueles que alternativamente seguem um caminho dedutivo, do todo para as partes, e procuram romper com o princípio da decifração. Esses métodos tomam como unidade de análise a palavra, a frase e o texto e, baseando-se no reconhecimento global como estratégia inicial, supõem que os aprendizes podem realizar posteriormente um processo de análise de unidades que, dependendo do método (global de contos, sentenciação ou palavração), vão do texto à frase, da frase à palavra, da palavra à sílaba. Embora não se possa atribuir os resultados da alfabetização unicamente à opção metodológica, certamente ela ocupa um lugar considerável nesse processo. Entretanto, as opções didáticas no processo de alfabetização extrapolam a escolha de um ou outro método, pautando-se pelo modo como se compreende o sujeito da aprendizagem e o objeto de ensino – a linguagem escrita e seus usos sociais. Nessa perspectiva, é possível superar polarizações, combinando métodos diversos em função dos diferentes momentos do processo de alfabetização. No que concerne aos sujeitos da aprendizagem, uma diretriz a ser cultivada é o reconhecimento dos saberes de que os educandos são portadores, e de seu papel ativo no processo de alfabetização. Quanto à natureza do objeto de ensino, sabe-se atualmente que a alfabetização envolve aprendizagens para além da decodificação, como os princípios de organização do sistema alfabético-ortográfico da escrita, incluindo o domínio das relações entre fonemas e grafemas, as regularidades e irregularidades ortográficas; de compreensão, reconhecimento global e construção de sentidos em contextos de usos sociais da escrita e da leitura; e de princípios pertinentes à progressão das aprendizagens e ritmos dos jovens e adultos, com ênfase em intervenções didáticas que propiciem avanços de aprendizagem.

As decisões sobre como conduzir o processo de alfabetização envolvem, portanto, um conjunto de procedimentos pertinentes à preparação do ambiente físico e social do centro educativo ou escola e das turmas de alfabetização, de planejamentos e de rotinas necessários à aprendizagem da leitura, escrita e de seus usos por pessoas jovens e adultas. Implica também a reavaliação da prática à luz das orientações teórico-metodológicas sugeridas pela produção acadêmica, a seleção de livros e materiais didáticos que apoiem de forma consistente o trabalho pedagógico; a formação permanente de alfabetizadores; o diagnóstico dos saberes e necessidades dos estudantes, bem como a análise dos processos de aprendizagem por eles vivenciados.

quarta-feira, 5 de junho de 2019




Brincar é coisa séria

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
(Carlos Drummond de Andrade)

"Quando observamos as brincadeiras infantis, não duvidamos que, para as crianças, brincadeira é coisa séria. Por isso elas detestam ser interrompidas. Se isso acontece, reagem quase sempre ignorando a interrupção, às vezes irritadas ou até mesmo agressivas". (...)

Quando observamos crianças brincando numa praça, as primeiras impressões são de variedade e movimento. Umas correm, outras se balançam, conversam, disputam brinquedos, brincam em grupo ou individualmente. É comum vermos que a criança se sente desafiada pela habilidade com que a outra é capaz de subir no escorregador ou numa árvore. Observa a altura, a possibilidade de queda, e reflete se deve experimentar a mesma sensação de coragem, autonomia e satisfação do companheiro.

Assim, através da brincadeira espontânea, a criança mostra que é naturalmente dotada de criatividade, habilidade, imaginação, inteligência.

Então, qual seria a função da brincadeira na escola?

Cabe a você, educador, criar um ambiente organizado de tal forma que a criança possa explorar e desenvolver ao máximo estas características que lhe são próximas.

Todo o aprendizado que uma brincadeira permite é fundamental para a formação da criança em todas as etapas da sua vida. Através das brincadeiras a criança conhece melhor a si própria. Além disso, quando se relaciona com outras crianças ela experimenta situações de vida: competição, solidariedade, acolhimento, cooperação, coragem, medo, alegria, tristeza. Quer dizer, ela se socializa, compreende o que é ser ela mesma e fazer parte de um grupo. 

A criança também adquire conhecimentos através da exploração de objetos que encontra no seu ambiente. Manipulando-os ela percebe suas propriedades físicas, ou seja, que há objetos redondos, quadrados, macios, ásperos, grossos, etc. Conhecendo as qualidades dos objetos, ela começa a compará-los e assim relaciona uns com os outros, por tamanho, cores, formas distintas, etc..

É a partir da manipulação dos objetos que fazem parte da vida da criança que ela adquire conceitos abstratos. Por exemplo, um  objeto só é considerado "grande" quando comparado com outros "menores". A partir da compreensão de conceitos de tamanho, forma, cor, espessura, é que ela vai desenvolvendo seu raciocínio lógico, fundamental para o aprendizado posterior da matemática.

Manipulando objetos, conversando, contando histórias, dramatizando, as crianças utilizam a comunicação verbal. Desta maneira, ampliam sua linguagem, expressando-se e compreendendo melhor o mundo à sua volta.


Através das brincadeiras, não só amplia-se o relacionamento do grupo, gera maturação e desenvolve habilidades, mas também colabora-se ao desenvolvimento intelectual, através de formação de conceitos, recapitulações e fixação de conteúdos.


(...) Mais que tudo, lembre-se: Brincar é a melhor expressão de vida da criança."


“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)


Referencia









domingo, 31 de março de 2019





OS JOGOS E AS BRINCADEIRAS NO DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM

Compreendendo a ludicidade como uma necessidade do ser humano em qualquer idade. No decorrer do estágio, organizou-se o projeto com diferentes jogos e brincadeiras que pudessem contribuir para o processo de ensino aprendizagem.
Somando-se a essa necessidade, consultou-se diferentes documentos e legislação que pudessem dar um embasamento teórico ao trabalho desenvolvido na escola. Como o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil-RCNEI (BRASIL, 1998, p. 23) “Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidado, brincadeiras e aprendizagem orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal [...]”.
Acredita-se que na alfabetização, o educar não se limita em passar informações ou mostrar apenas um caminho, mas sim, propiciar aos alunos, diferentes instrumentos para que eles possam encontrar um caminho para aprender.
A construção dos jogos e brinquedos foi desenvolvida de forma coletiva, buscando a interação e o desenvolvimento das crianças. Segundo ISCHKANIAN (2013, p.05):

A introdução de jogos e atividades lúdicas no cotidiano escolar é muito importante devido à influência que os mesmos exercem frente aos alunos, pois quando eles estão envolvidos emocionalmente na ação, torna-se mais fácil e dinâmico o processo de ensino aprendizagem. O lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. Os jogos, as brincadeiras e os brinquedos, quando usado de maneira correta, poderão oportunizar ao educador e ao educando, importantes momentos de aprendizagem em múltiplos aspectos.

Evidenciou-se no estágio, que os alunos se mostraram motivados no decorrer das atividades que envolviam jogos e brincadeiras. Tanto jogando, brincando, como também colaborando para que os outros colegas compreendessem as regras do jogo ou das brincadeiras. Foram desenvolvidos jogos de quebra-cabeça, caça-palavras, com fantoches e máscaras, danças, entre outras atividades.




Referências Bibliográficas

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998, volume: 1 e 2.
 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil/Secretaria de Educação Básica-Brasília: MEC, SEB, 2010.
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond. O Significado do Jogo, Brincadeira e do Brinquedo no Desenvolvimento e Formação da criança na Educação Infantil. (2013) Disponível em: Acesso em: 12 de dezembro de 2016.



AVALIAÇÃO NO DECORRER DO ESTÁGIO

Tratar sobre avaliação se torna uma tarefa bastante complexa se o professor não tiver os seus critérios definidos a priori, ou seja, antes das atividades práticas que pretende realizar com os alunos.
 Nesse sentido, antes da aplicação das atividades do projeto de estágio, busquei definir de que forma os alunos seriam avaliados. Através de leituras e anotações, organizei os critérios. Entre eles cito: teste de nível, a participação do aluno, a cooperação e a colaboração para o desenvolvimento das atividades.
Considerando o primeiro critério, ao observar a não participação do aluno, buscava uma maior aproximação a partir do diálogo, para compreender o porquê do não envolvimento. Por acreditar em uma educação mais humanizada, creio que o diálogo e o carinho com os alunos que não se envolvem nas propostas pedagógicas, contribuem para motivá-los no decorrer das aulas.
Além da visão mais humanizada da educação, isso também na questão da avaliação. Cabe mencionar a abordagem qualitativa ao processo avaliativo, ou seja, não há como medir, somar ou dividir notas, sendo que a aprendizagem dos alunos é uma constante.
Somando-se a isso, cada aluno possui o seu tempo e seu desenvolvimento. Conhecendo o aluno, o professor pode trazer para todos novos conhecimentos e direcionar os projetos de forma a oportunizar diferentes tarefas, tais como: jogos, colagens, leitura, teatro, leitura e escrita.
Com o planejamento das aulas, as tarefas são organizadas, e a avaliação pode ser contínua e diária. Ainda, podem-se considerar as múltiplas inteligências, um aluno pode se destacar na música, outro na leitura e comunicação. Assim, cabe ao professor conhecer os seus alunos, inventando e reinventando as atividades para encantá-los e, consequentemente, avaliá-los, pois a avaliação faz parte do processo de aprendizagem, e também, pode ser reinventada diariamente.



Estágio


ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Discorrer sobre a alfabetização e letramento requer que se compreenda a diferenciação existente nesses dois processos. Enquanto aquela objetiva desenvolver a habilidade de ler e escrever. O letramento desenvolve o uso competente da leitura e da escrita como práticas sociais.
Compreende-se que o aluno alfabetizado sabe codificar e decodificar o sistema de escrita. No entanto, indo além, o aluno letrado é capaz de dominar a linguagem no seu cotidiano, nos mais diferentes contextos.
No decorrer do estágio, as atividades proporcionaram trabalhar os dois processos. Através dos jogos com letras houve o reforço no reconhecimento dessas, assim como, os alunos montaram os nomes dos animais relacionando-os com as figuras correspondentes a esses. As atividades com os números contribuíram para que os alunos os reconhecessem e associassem a contagem de objetos.
Tratando-se do letramento, inúmeras atividades contribuíram para que os alunos interagissem entre eles e conversassem sobre os temas apresentados, tais como: sobre a importância dos animais, atitudes a serem tomadas para preservar o meio ambiente, bem como o reconhecimento do habitat, da alimentação, do cuidado que se deve ter com os animais domésticos, assim como eles conheceram, embora por figuras animais em extinção. Outro momento que proporcionou atividades de letramento corresponde à hora do conto e leitura para os colegas. Destaca-se que após cada leitura, os alunos deveriam comentar sobre o que entenderam sobre o livro, apresentando a sua interpretação.
Há de se mencionar que o trabalho do professor é orientar a criança para que ela aprenda a ler e escrever convivendo com práticas reais de leitura e escrita. Para Freire (2001), aprender a ler e a escrever é aprender a ler o mundo. Assim, não se podem dissociar esses dois processos, eles se interdependem, Uma pessoa pode ser alfabetizada e não letrada ou vive-versa. Cabe aos docentes criarem condições para que os contextos onde se desenvolvem as atividades estejam de acordo com a realidade do aluno, proporcionando que ele possa ler o mundo em sua volta, interaja socialmente e construa caminhos para se desenvolver como sujeito de sua própria história.

sexta-feira, 29 de março de 2019



                     Relembrando a Interdisciplina de Corporeidade

        O Primeiro texto do meu blog que revisitei foi o intitulado “Reflexão sobre a Corporeidade que nos cerca e que nos habita”, que abordou importantes reflexões a partir da leitura realizada “Corporeidade: Uma Complexa Trama Transdisciplinar”.O texto nos faz parar para pensar em relação a ideia de que corpo e mente são dependentes um do outro, são um só conjunto e devem desenvolver-se gradativamente, lado a lado, complementando-se uma a outra, fazendo com que a aprendizagem aconteça por completo, de forma integral e não fragmentada, como ainda é realizada em muitas escolas da sociedade atual.

        Pensando na ideia principal, devemos trabalhar com o nosso aluno de maneira integral, envolvendo o corpo e a mente, já que os mesmos estão continuamente interligados pelos processos contidos em nosso organismo, é necessária e válido que nos lembremos que o indivíduo se comunica com o outro e com o mundo que o cerca a partir de diferentes linguagens, de diferentes formas a partir do seu corpo.

        Portanto, o ensino-aprendizagem precisa ser pensado, compreendido, entendido como desenvolvimento de competências e habilidades que vão sendo aperfeiçoadas ao longo das vivencias.

       No meu estágio não foi diferente, pensei e planejei constantemente, atividades desafiadoras e que surpreende se os docentes, motivando os a participar e interagir com o grupo criando conexões entre os conhecimentos adquiridos e utilizados nos momentos significativos de aprendizagens. Fiz uso de atividades que envolvessem movimentos combinatórios tanto do corpo como da mente, já que são um só, ofertando situações reais de desenvolvimento da corporeidade dos alunos.

Segue o link da postagem no blog: https://kasandra280386.blogspot.com/2015/08/


Referências: