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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Uma tarde no cinema!

Iniciamos nossa semana conversando sobre as diferentes pessoas que encontramos no dia a dia, no quanto todos somos diferentes entre nós.
A conversa rendeu muitos exemplos por parte dos alunos, foi uma discussão muito produtiva!
Todos puderam expôr seus pontos de vista, inclusive dando exemplos pessoais para ilustrar as suas falas.
Em certo momento, a discussão encaminhou-se para as relações familiares, o relacionamento com as pessoas que fazem parte do cotidiano de cada aluno. Houveram relatos de muitos desentendimentos, de momentos em que as crianças não se sentiam respeitadas em seus direitos de ser crianças, justamente porque os pais lhes cobram uma postura que muitas vezes, são imaturos para compreender.
Realizamos algumas atividades de discussão e casualmente, eu soube que o Cinema de Canoas, estava realizando uma quinzena promocional, vendendo ingressos pela metade do valor normal.
Olhando os filmes em cartaz, percebi que um vinha de encontro a nossa proposta de discussão. O filme, entitulado: “O poderoso chefinho”, relata uma situação vivenciada por uma criança de sete anos que vê seu lugar privilegiado de filho único, ser tomado pela chegada de um irmão.
Então, em parceria com a direção, nos organizamos e foi uma tarde maravilhosa, com pipocas, risadas e ótimas experiências, que muito contribuíram para o fechamento das atividades que vínhamos desenvolvendo neste sentido.




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pipas, pandorgas e aprendizagens

O objetivo desta experiência é fazer com que a criança compreenda que é possível aprender, brincando, que há diferentes formas de linguagem no processo de aprendizagem.
Primeiramente, conversamos sobre as brincadeiras dos tempos dos avós e o quanto elas são esquecidas nos dias de hoje, principalmente em função da falta de espaço e pela utilização maciça de tecnologias.
O primeiro ano é uma fase crucial do desenvolvimento estudantil. Então, procuro sempre propiciar diferentes situações de aprendizagens: desenhos livres, dramatizações, atividades orais, gestualizações, atividades envolvendo música, pois acredito que estas vivências sejam muito benéficas para o crescimento e para a socialização de meus alunos.
Por meio das brincadeiras, as crianças podem tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si mesmos e aos outros. São excelentes ferramentas para o desenvolvimento infantil. Entretanto, é importante que o brincar não envolva apenas objetos industrializados, mas que criem oportunidades para que as próprias crianças possam criar seus objetos.
Neste sentido, o Projeto Pipas e todas as atividades que fui sugerindo, foram fluindo de forma satisfatória e cheia de aprendizados.
Para iniciar a conversa, levei a música “Olha a Pipa”, de Jorge Bem Jor. Então nossa conversa foi sobre os diferentes nomes que este brinquedo pode receber: pandorga, papagaio, barrrilete, de acordo com cada região de nosso país.
             O próximo passo, foi criarmos nossa própria pipa. Alguns alunos tiveram mais dificuldades, mas que foi solucionada com o auxílio de meus colegas professores.




             Mas, divertido mesmo, foi ver a alegria das crianças correndo com o resultado de suas produções! Alguns relataram que já tinham visto aqueles "negócios" para vender, mas que "não sabiam como funcionavam".
                


           Penso que estes momentos são aqueles que a Escola realmente consegue cumprir com a sua função: ser um espaço de coletividades, de trocas, de alegrias e de construções significativas. Esta foi uma experiência que foi válida neste sentido já que nos dias de hoje, a Escola é o único lugar em que as crianças conseguem o seu direito legítimo de "serem crianças", de brincarem e construírem suas relações. 


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trabalhando cores e quantificações

         Como bem sabemos, os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental ainda possuem algumas dificuldades na identificação de cores e formas.
         Para solucionar estas dificuldades, é fundamental que as crianças manipulem objetos, atentando para descrições de detalhes e formatos, realizem comparações e constatações de forma autônoma.
     




       Com vistas a este desenvolvimento, hoje, propus aos meus alunos que brincassem aleatóriamente com materiais disponibilizados na brinquedoteca de nossa Escola. Então, eles realizaram construções, segundo as suas vontades e, como estavam sentados em grupos, os diálogos fluíram de forma livre, sem que houvesse intervenções de minha parte.

         Depois que já haviam se ambientado com os materiais, iniciamos realizando constagens de forma oralizada, sem nos atermos as simbologias. Para isso, procurei focar as construções na manipulação dos materiais que tínhamos à nossa disposição. Somente depois é que partimos para a devida correspondência entre numeral e quantidade. 



        Considero que foi uma atividade muito produtiva porque não houveram maiores dificuldades da parte dos alunos em agregarem-se à realização. Como os numerais ainda se encontram no campo das unidades simples, considero fundamental que eles visualizem e principalmente, memorizem o traçados dos numerais de forma a desenvolver raciocínios de forma subjetiva quando forem questionados em nossas próximas aulas. Entretanto, as próximas aulas serão desenvolvidas no sentido de que se mantenha a ideia de manipulação e de construções físicas para que internalizem a correspondência entre quantidade e simbologias.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os encantos da Leitura no Primeiro Ano

 A leitura é um momento lúdico que, no caso do Primeiro Ano, envolve muita fantasia. É o momento que a criança viaja para um mundo encantado, cheio de surpresas. Quando realizo leituras orais para meus alunos, percebo que lhes aguça a curiosidade e todos ficam bem envolvidos. Desta forma, esta prática costuma fazer parte de meu cotidiano pedagógico.


Enquanto vou realizando as leituras, procuro convidá-los a argumentar sobre os assuntos, procuro promover atividades que envolvam motricidade, coordenação motora fina, pois o meio em que vivemos não é apenas para ser visto, mas também para ser tocado, cheirado, ouvido e degustado e a Escola é um dos ambientes em que as crianças podem ter estas percepções de como explorar o mundo por meio dos cinco sentidos. Neste momento, procuro por leituras de clássicos da literatura infantil, mesclando-as com literaturas produzidas mais recentemente.





O processo de aquisição da leitura da linguagem escrita na criança não inicia direto na alfabetização. É um processo constante que deve ser estimulado, com vistas a estimular a curiosidade de conhecer este mundo mágico.
Dar oportunidades para que os alunos conheçam o mundo encantado dos livros e vencer suas deficiências com a leitura é um importante facilitador no processo de assimilação da escrita. Quando estimulados a desenvolverem o hábito e o gosto de pela leitura, as crianças desenvolvem as suas capacidades interpretativa e criativa. A Escola é crucial neste processo, pois é nela que identificamos e formamos leitores.
No dia-a-dia, ficamos o tempo inteiro realizando leituras. No caso de minha turma, como ainda não dominam a leitura escrita, a função imagética é fundamental e neste sentido, as leituras de gibis, produziram excelentes efeitos, aguçando suas curiosidades e desafiando seu senso crítico.
Segundo o que afirma Carvalho (2004), “palavras e imagens, juntos, ensinam de forma mais eficiente – a interligação do texto com a imagem, existente nas histórias em quadrinhos, amplia a compreensão de conceitos de uma forma que qualquer um dos códigos, isoladamente, teria dificuldades para agir”.


Entre os elementos que os gibis oferecem, estão os aspectos lúdicos como cores, onomatopeias, personagens e traços. São histórias curtas que fazem parte da literatura infantil que se aliam às brincadeiras justamente através do simbólico, da fantasia.
Como estamos próximo à metade do ano letivo, muitas crianças já estão dominando a leitura, realizando-as autonomamente. Aliando-se a isso, nossa Escola também tem o “Dia da Leitura” e nestes momentos, as crianças ficam livres para escolherem os títulos que melhor lhes convém.


De acordo com as reflexões de Anjos e Ferreira (2012), “as idas a bibliotecas e a participação efetiva das crianças no processo de interação com livros, revistas, jornais, almanaques, gibis, entre outros, é um aspecto que pode ser adotado pelo professor no intuito de induzir o educando a aprender a explorar este espaço, colaborando com a consequente autonomia do mesmo nesta atividade que, pelo auxílio do professor, tornar-se-á rotineira para a criança.”
Deste modo, a leitura não pode ser uma atividade secundária na sala de aula ou na vida, uma atividades que vise apenas solucionar problemas de escrita.


REFERÊNCIAS

ANJOS. Luciana Moreira dos.; FERREIRA. Aline Barbosa Francine Veloso. A importância da leitura no processo de alfabetização e o uso da biblioteca como espaço de construção do encanto pelo ato de ler. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/PDFs/3.40.pdf, acessado em 12 de maio de 2017.

CARVALHO. Leandro. História em quadrinhos como incentivo à leitura. Disponível em http://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/historia-quadrinhos-como-incentivo-leitura.htm, acessado em 12 de maio de 2017.



CORSINI. Rodinei. Gibis na alfabetização. Disponível em: http://www.revistaeducacao.com.br/gibis-na-alfabetizacao/, acessado em 12 de maio de 2017.