sexta-feira, 1 de abril de 2016

Tipos de Conhecimento

Tipos de conhecimento

Existem quatro tipos de conhecimentos envolvidos em qualquer aprendizagem, inclusive  no processo de alfabetização. São eles:

*Conhecimento Social => é uma convenção social e muda de povo para povo. É o mais fácil de ser aprendido, mas requer que uma pessoa que saiba diga para aquela que  ainda não sabe. Isso ocorre por que ela não tem lógica. A função do professor, no que se refere ao conhecimento social é servir de modelo, fornecer o máximo possível de informação. Em relação à alfabetização, o nome de cada uma das letras e suas formas escrita é uma convenção social.

*Conhecimento Físico => é aquele que se pode obter pela manipulação direta de objetos. Para se obter o conhecimento físico é preciso tocar, sentir os objetos. Esse conhecimento na área da alfabetização se dá quando tocamos num livro, nas letras móveis, ao ver uma sílaba, uma palavra. A função do professor em relação ao conhecimento citado acima é trazer material para a sala de aula e incentivar os alunos a tocarem, sentirem, explorarem, fazendo perguntas.

* Conhecimento Motor ou Processual =>esse conhecimento está relacionado à melhoria que ocorre quando é feito um exercício. Exemplo: aprender a nadar, a andar de bicicleta, etc. A medida que vamos executando todos os dias o mesmo exercício, ele vai se tornando automático. Esse conhecimento só acontece por meio de exercício motor. Ler e escrever  são conhecimentos motores, que precisam de treino para ficarem automatizados. A função do professor é a de propor situações motoras que tenham significado e interesse para o aluno, incentivá-lo, mostrar que ele já apresentou melhoria, de forma que o aluno possa executar muitas vezes com prazer renovado.

* Conhecimento Lógico =>  é o conhecimento que decorre de um estabelecimento  de relações.  Ele é um conhecimento de uma construção interna, resultantes dos conhecimentos físico, sociais e motores. A função  do professor  se dá de duas formas já que é uma construção interna. Sequenciando a forma de apresentação das letras e palavras, iniciando pelas vogais e criando conflitos cognitivos.













sexta-feira, 25 de março de 2016

Revisitando o Retrato da Escola


Ao revisitar o trabalho retrato da escola deparei com alguns detalhes passados que passaram-me despercebidos antes.  Esse movimento de observar novamente o trabalho que foi elaborado há algum tempo, me fez reavaliar o mesmo, olhando-o de maneira diferente, pensá-lo sob outros aspectos. Acredito que seja porque o meu modo de olhar/ ver modificou-se com o tempo, agregaram-se novas vivências e outros aprendizados foram sendo concretizados.
Acredito que o trabalho retrato da escola está incompleto no que diz respeito as observações que contemplem o modo de olhar, pois ao elaborar o mesmo me propus a uma observação descritiva, a um relato baseado exclusivamente na minha percepção.
Cada foto que ilustra o trabalho possui embaixo a localização do ambiente escolar, seguida de pequenos textos onde comento alguns pontos, acontecimentos relevantes que envolvem a instituição.
Como o trabalho solicitado era o de apresentar a escola na qual lecionamos, eu me ative a mostrar a parte física da Escola. Hoje, reavaliando o meu vídeo, percebo que poderia ter explorado uma forma mais receptiva de apresentação, que convidasse a pessoa a imaginar os eventos que ali aconteceram.
 Para isso as fotos poderiam ter sido fotografadas de ângulos diferentes, tentando além de mostrar o espaço, fazer com que as pessoas enxergassem e imaginassem itens além do ali exposto, dando assim asas aos pensamentos.
Acredito que dessa maneira o trabalho teria outro propósito, seria mais instigador, organizado de maneira diferente.

Desta forma, meu trabalho foi todo realizado através do olhar descritivo, de apresentação, fazendo com que as pessoas conhecessem apenas um ambiente escolar em sua forma estática.
Algumas imagens chamam a atenção para o vasto espaço arborizados que a nossa Escola disponibiliza, fato que por si só, dá margens para interpretações que vão além da simples interpretação de imagens, como podemos observar abaixo:


Vídeo disponível em: 
                                


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Desenvolvimento Psicossexual


***Para Freud a sexualidade é descoberta na infância

 As descobertas de Freud sobre a sexualidade infantil provocaram grande espanto na sexualidade conservadora do final do século XIX, sendo que nesta época a criança era como um símbolo de pureza, um ser assexuado. Com o tempo, a sociedade vem, pouco a pouco, familiarizando-se e compreendendo as diferentes formas de expressão da sexualidade infantil. Sexualidade esta que evolui, segundo Freud, de acordo com etapas de desenvolvimento que ele denominou de fase oral, anal, fálica, latência e genital.

Embora as características de cada uma destas fases estejam amplamente difundidas nos meios de comunicação, de tal forma que os pais possam reconhecer as manifestações desta sexualidade em seus filhos, persiste ainda muito equívoco na forma como eles lidam com esta questão. É comum encontrarmos pais que se espantam ao se defrontarem com seus filhos a masturbarem-se, ou que explicam com meias verdades as clássicas perguntas infantis sobre a origem dos bebês.

A sexualidade na criança nasce masculina - feminina, macho ou fêmea, futuramente sendo homem ou mulher. Entram fatores culturais para modelar. Durante a infância ocorre desenvolvimento de jogos corporais aonde as crianças vão-se descobrindo e amadurecendo. A sexualidade é reconhecida como um instinto com o qual as pessoas nascem e que se expressa de formas distintas de acordo com as fases do desenvolvimento psicossexual, segundo Freud são:

Fase Oral
Período: de 0 a 1 ano aproximadamente.
Características principais: a região do corpo que proporciona maior prazer à criança é a boca. É pela boca que a criança entra em contato com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de a alimentar proporciona satisfação ao bebê.

Fase Anal
Período: 2 a 4 anos aproximadamente
Características: Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres a zona de maior satisfação é a região do ânus. Ambivalência (impulsos contraditórios) A criança descobre que pode controlar as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene. Fases de birras.

Fase Fálica
Período: de 4 a 6 anos aproximadamente.
Características: Nesta etapa do desenvolvimento a atenção da criança volta-se para a região genital. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas "teorias sexuais infantis", imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que a menina tem medo de perder o seu pênis. Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e a se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso.

Fase de Latência
Período: de 6 a 11 anos aproximadamente.
Características: este período tem por característica principal um deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares. 

 Fase Genital
Período: a partir de 11 anos.
Características: neste período, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta.

                                                              
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/39697/desenvolvimento-psicossexual#!2#ixzz3qU4uZCVF
SEGUE ABAIXO   UM VÍDEO SOBRE O  ASSUNTO
         


















sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A importância do "brincar" na fase escolar



   O brincar é uma ação lúdica que deve fazer parte de todas as etapas da nossa vida, mas infelizmente tem sido reservada apenas para a infância, justamente em função dos padrões sociais. O conceito de infância vem se modificando de acordo com as mudanças sócio- históricas e culturais do contexto em que ela esta inserida.
O brincar propicia momentos tanto de aprendizagem para a vida tornando–se elemento inclusivo na potência individual e coletiva deste sujeito. No momento da brincadeira a criança também deixa transparecer características descritivas da sua personalidade. Isso pode ajudar o professor a formular maneiras de intervir no  processo de aprendizagem destas crianças, já que de certa forma, também somos  responsáveis pelo desenvolvimento moral desse indivíduo.
Acredito que ao estimular e garantir o direito de brincar à criança, estamos contribuindo expressivamente para que ela se desenvolva de modo integral, estimulando-lhe a criatividade, alé dos benefícios físicos, como o desenvolvimento de suas habilidades motoras e expressões corporais.
Brincando, as crianças reelaboram criativamente conhecimentos e sentimentos, identificando novas possibilidades de interpretação e de representação do real.
Desta forma, as brincadeiras estimulam o desenvolvimento cognitivo através da realização de ações intelectuais que envolvem as habilidades  perceptuais, como a atenção e a memória. Interagindo uns com os outros, dando asas ao imaginário, simulando situações problemas e criando hipóteses de solução, as crianças vão compreendendo as características dinâmicas das relações sociais. Quando o professor brinca com os seus alunos, cria laços de afinidade, aprende formas de construções diferentes de conhecimento, conforme aponta Andrade (2008):

“ A busca  por  situações favorecedoras de integração entre as crianças, sabendo da sua riqueza para o desenvolvimento humano, deve se estender para as relações docentes, visto que o trabalho docente tem se demonstrado tão  individualizado.” (ANDRADE, 2008, p.62)."

Todo o processo que ocorre nas entrelinhas do “brincar”, pode ser ser um importante facilitador auxiliar para o trabalho pedagógico. Andrade ( 2008 ),  defende que: “quando o professor inicia um trabalho com propostas lúdicas , ele também deve brincar. O lúdico é o espaço de estar com: com as crianças e também com os adultos.”
Desta forma, é impossível pensar o “brincar” na Escola, pensar em brincar com as crianças sem considerar como uma oportunidade também para o professor ter tempo e espaço para o lúdico.
           
REFERÊNCIAS:

Carambola: "O Brincar está na escola". Disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs
 Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.  Diretoria  de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa.  A criança no ciclo de alfabetização. Caderno 02. Brasília 2015.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Conceito de Criança segundo Jenks





CRIANÇA
CONCEITO




SELVAGEM

Criança merecedora de ser observada, estudada a partir de novas análises sobre a infância, levando em conta que é “um ser social”. A criança é “diferença potencialmente perigosa e disruptiva” que precisa ser controlada, educada e socializada, uma etapa a ser superada no processo de desenvolvimento, sendo o mundo adulto assumido como a referência positiva de desenvolvimento e completude.




NATURAL

Criança que durante sua infância relaciona – se com outras crianças a partir  de suas vivências sociais que  embasa seu desenvolvimento. Desenvolvimento não só físico e cognitivo, mas também social.



SOCIAL

Criança que  “segue” o padrão desejado, ou seja, o qual define que a infância deve ser um processo de adequação ao “mundo social adulto”.


          Qual conceito de infância baliza minhas práticas pedagógicas (ou mesmo sua relação com a infância, de maneira mais ampla). Por quê?

O conceito de infância que vem de encontro com a minha prática pedagógica é o de “criança natural”, que  desenvolve-se naturalmente a partir das relações com os outros  e interagindo com o ambiente em que vive, porque acredito que aprendendo com  as situações  vividas, é possível formar suas habilidades e competências de forma integral. 

REFERÊNCIAS

 JENKS, Chris. Constituindo a criança. Revista Educação, Sociedade e Culturas, n. 17, 2002. Disponível em: http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC17/17-arquivo.pdf

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Maquinaria Escolar e os (Des) encantos da Modernidade Pedagógica

           A partir das leituras realizadas percebemos   como  formaram-se as primeiras  ideias de instituições de educação, quais foram as mudanças sofridas pelas mesmas ao longo da história e a importância que a infância obteve ao longo deste processo.
Ao iniciarmos os estudos pelo texto “Maquinaria escolar”, deparamos com a realidade  na qual a criança é vista como se fosse um adulto em miniatura, marcada pela falta da infância, passando a ideia que   “ já nascia adulta”. Ao longo do tempo as crianças foram tendo diversos tipos de tratamento conforme sua cultura, umas mais severas e punitivas, principalmente nos países católicos e outras mais moderadas permitindo que a criança vivesse  melhor essa etapa.
Já o texto “(Des) Encantos da Modernidade Pedagógica”, inicia  fazendo referência às instituições educacionais com ideais baseados no regime da República. As escolas desta epoca terão como propósito fazer com que todos acreditem que a formação do indivíduo é importante somente para servir o Estado, exaltando a pátria com o seu patriotismo e espírito cívico, que servia para garantir formalmente a igualdade política, racial, sexo, tornando a população homogênea. Descreve detalhadamente algumas mudanças importantes sofridas pelas organizações educacionais e problemas encontrados, indo desde uma reforma do espírito público que exigiu um alargamento da concepção da linguagem, superando o tradicional domínio oral e escrito das palavras, buscando a construção de um sistema de produção de significados e interação comunicativa, construção de prédios adequados, aluguel, estrutura e infraestrutura. No mesmo ritmo que a urbanização aumentava a pobreza acompanhava, esse aumento foi decisivo para concentrar as escolas primárias públicas nas áreas urbanas privilegiadas.
As  escolas passaram por longos processos históricos de mudanças estruturais, pedagógicos e de identidades. Segundo a autora Clarice Nunes, “com o passar do tempo tudo se modificava, as cidades mudavam, e a escola primária revelava problemas urbanos, problemas entre o poder público e privado, e elas (as escolas) deixavam de se configurar como extensão do campo familiar, privado e religioso, gerando uma rede escolar desenvolvida pelos governos municipais.”
As leituras deixam claro que as instituições escolares passaram ao longo da história por inúmeras mudanças, até chegarem nos moldes atuais.
Entretanto, as modificações mais importantes se darão no campo do reconhecimento da infância como etapa vivida pela criança. Além disso, outra fase importante se dá na modernização, na procura de melhores condições físicas de instalações para adequações das salas de aulas e dos ambientes escolares.
          No século XIX em diante, ficou ainda mais evidente que vivemos em um mundo capitalista onde a distinção  entre  pessoas dá-se por meio do poder aquisitivo de cada uma delas. Isso traz reflexos à infância, inclusive em sua formação educacional,  ajudando a perpetuar essas máximas até os dias de hoje.           
           Muitas vezes  afirma-se que temos uma escola modernizada, mas na realidade, ainda é uma escola capitalista com diferenças gritantes e discriminações.            
           Essa realidade  esta explícita  na obrigatoriedade da escola gratuita que ainda  nas regiões brasileiras há diferenças onde  as comunidades estão inseridas não há um padrão comum para  a sociedade, prevalece a lei de quem pode mais.




                 REFERÊNCIAS:


VARELA, Júlia & ALVAREZ-URIA, Fernando. A Maquinaria Escolar. In: Teoria e educação, 6, 1992 (p. 01 – 17), disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1350700/mod_resource/content/2/A%20Maquinaria%20Escolar.pdf , acessado em 02 de outubro de 2015.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Analisando propagandas a partir dos conceitos de gênero e sexualidade



Como podemos observar, a campanha publicitária desenvolvida pela marca “Couro Fino” utilizou-se de imagens de uma criança branca, com  traços delicados e angelicais, demonstrando ser bem cuidada, com um bom nível socioeconômico, reproduzindo um contexto histórico cultural em que somente  indivíduos com esta cor de pele e posição social é que teriam condições para serem consumidores dos produtos fabricados por eles.
Tratam-se de fotos apelativas  que nos fazem refletir sobre as vestes da criança e a pose, pois deixa subentendido que ela está  erotizando e sensualizando no contexto, imitando  poses  vistas diariamente em redes sociais.
De forma explícita, a propaganda deixa de levar em consideração a infância e tudo o que a cerca, direitos como: a dignidade, o respeito e o dever de preservar a integridade física e emocional dos menores de idade.
Ridiculariza a infância ao reproduzir na foto um adulto em miniatura. A infância fica esquecida numa imagem de criança que não vê a hora de crescer, para poder usar maquiagens, sapatos de saltos e joias, fazendo transparecer na  cena, um aspecto de futilidade, como se apenas a beleza exterior de uma pessoa fosse o aspecto mais relevante de sua personalidade.

 Acredito que este truque midiático tem o propósito de atingir a criança que habitam dentro das mulheres, sobretudo, na frase utilizada como slogan. Porém, é infeliz ao minimizar e  expor de certa forma a infância, colocando-a no papel que as cenas divulgam.


REFERÊNCIA
SITE: http://lounge.obviousmag.org/so_para_loucos/2014/04/compre-batom-seu-filho-merece.html: