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sexta-feira, 15 de julho de 2016

O Brincar, o Jogar e o Movimento


               O jogo e a brincadeira são, por si só, uma situação de aprendizagem. As regras e a imaginação favorecem a criança comportamento além dos habituais. Nos jogos ou brincadeiras a criança age como se fosse maior do que a realidade, e isso, inegavelmente, contribui de forma intensa e especial para o seu desenvolvimento.

              A brincadeira, o jogo e o movimento natural e espontâneo (que ocorre na recreação) são fatores fundamentais em toda e qualquer escola de educação infantil e fundamental, uma vez que os mesmos contribuem e muito na educação e formação geral do educando.

              É por meio do lúdico que ela abandona o seu mundo de necessidades e constrangimentos e se desenvolve, criando e adaptando uma nova realidade a sua personalidade. A infância é, portanto, um período de aprendizagem  necessária à idade adulta. É nesse momento que a brincadeira se torna uma oportunidade de afirmação de seu "eu".

             Brincando a criança se torna espontânea, desperta sua criatividade e interage com o seu mundo interior e exterior.

            Por meio das atividades lúdicas podemos perceber dificuldades motoras, intelectuais e afetivas dos nossos educandos.

           O QUE É BRINCAR?

           Brincar: proposta criativa e recreativa de caráter físico ou mental, desenvolvida espontaneamente, cuja evolução é definida e o final nem sempre previsto. Quando sujeito a regras, estas são simples e flexíveis, e o seu maior objetivo é a prática da atividade em si.

            O QUE É JOGAR?

             Jogar: de comportamento organizado, nem sempre espontâneo, com regras que determinam duração,  intensidade e final da atividade. Importante lembrar que o jogo tem sempre como resultado a vitória, o empate  ou a derrota.
              Lúdico:é tudo aquilo que diverte e entretém, seja em forma de atividade física ou mental.

              O QUE É MOVIMENTO?

               Movimento: espontâneo ou não, é uma sequência  de atividades motoras e físicas  que são realizadas conscientemente.
                O jogo  e a brincadeira permitem ao educando criar, imaginar, fazer de conta, funcionam  como laboratório de aprendizagem, permitem ao educando experimentar, medir, utilizar, equivocar -se  e fundamentalmente  aprender.
               "Nada mais sério do que uma criança brincando" (Claparede).
               "Se a vida é um jogo e o jogo pode se transformar em brincadeira, por que não viver brincando e aprender com a brincadeira?" (João Luiz).
             
               Alexis Leontiev (1988) afirma que a atividade lúdica que o educando desenvolve sua habilidade de subordinar-se a uma regra, mesmo quando um estímulo direto o impele a fazer algo diferente. "Dominar as regras significa dominar seu próprio comportamento , aprendendo a controlá-lo, aprendendo a subordiná-lo a um propósito definido."


              REFERÊNCIA
QUEIROZ, Dias Tania e MARTINS, Luiz João. Jogos e brincadeiras de A a Z. Editora Rideel, 2° Edição. São Paulo, 2009.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

As atividades lúdicas e o desenvolvimento intelectual


              Sabemos que as brincadeiras e jogos são vistas pelos professores como estratégias  motivacionais  de aprendizagem, muitas vezes não constituem aprendizagem em si próprio, mas são excelentes meios que permitem análise, ingerência e até mesmo construção de conceitos e aprendizagens. Auxiliando no resgate da autoestima, autoconhecimento e o trabalho na prática de valores  como solidariedade, respeito, disciplina, responsabilidade e tantos outros que são partes integrantes na construção da moral de um indivíduo responsável pelo meio em que vive.



            Partindo deste contexto entendemos que muitos educadores não podem insistir em uma educação reprodutora, repetitiva e sem criatividade.Evitando assim que a escola continue a ser um depósito de educandos e se torne um lugar de construção de conhecimento pedagógico.



            Concluímos que apenas por meio de ideias novas e uma nova prática  tendo como foco a interação entre as atividades lúdicas e a prática educativa, concordando com Beheheim quando diz que " brincar é muito importante porque, enquanto estimula o desenvolvimento  intelectual da criança, também ensina hábitos necessários ao seu crescimento" ( 1988, p.168). Assim  reconhecemos a importância  do brincar , levando em consideração a abordagem cultural, encarando os jogos e as brincadeiras como expressão da nossa cultura,  a abordagem educacional reconhecendo que contribuem de forma expressiva no processo  de aprendizagem e a abordagem psicológica , os jogos e as brincadeiras permitem  uma melhor  compreensão  das emoções e auxiliam  na formação  da personalidade a partir do momento que permitem aos educandos o encontro com o outro  e a descoberta  de que para atingirem  seus objetivos  precisam do outro.



             Afirmava Piaget "os jogos constituem-se admiráveis instituições sociais", por meio deles os educandos exercitam a autonomia e a cidadania, pois aprendem a julgar, a argumentar, a chegar a um consenso, a raciocinar.



           Acreditamos que desta forma permitirá aos educadores formatarem um novo futuro, um futuro dinâmico e ágil, adequado aos nossos educandos sem dissociar o lúdico da prática educativa.



          Concordando também com Vygotsky, acreditamos que a brincadeira, o jogo, e o lúdico são ingredientes vitais para uma infância sadia e para um aprendizado significativo.



          Vygosky atribui importante papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil. Segundo ele, por meio da brincadeira, o educando reproduz o discurso externo e o internaliza, construindo seu próprio pensamento. " A ludicidade e a aprendizagem não podem ser consideradas ações com objetivos distintos.










sexta-feira, 1 de julho de 2016

A ludicidade como apoio pedagógico na prática educacional

         

                 Ser educador em tempos de mudanças educacionais é uma tarefa árdua , pois estamos marcados  pela resistência  e ao mesmo tempo pela esperança.
                  
                 Navegamos  em caminhos desconhecidos e só temos uma saída: a formação continuada, para que possamos nos atualizar constantemente de forma a nos manter na dianteira dos processos inovadores da aprendizagens na área educacional.

                  Atualmente a educação exige que os educadores sejam multifuncionais, não apenas educadores, mas psicólogos, pedagogos, recreacionistas e muito mais, para que tenhamos condições de desenvolver as habilidades e competências  de nossos educandos, para  que  a aprendizagens seja significativa obtendo também  sucesso na sua caminha de vida.

                  A realidade nos mostra que estamos vivendo na era do "desencanto escolar", na qual  muitos de nossos  educandos não estão receptivos a aprendizagem, o desinteresse pelo aprendizado em geral, a indisciplina também vem sendo um marco  no cotidiano escolar e a frustração que muitos professores sentem por não conseguirem um resultado satisfatório na sua prática diária, por que não conseguem fazer com que seus alunos se interessem pelo processo de sua própria aprendizagem.
                  
                 Nesse contexto, faz - se necessário reinventar a prática educacional utilizando jogos, brincadeiras e dinâmicas com o objetivo  de auxiliar o professor no resgate do interesse do educando pelo processo do seu ensino aprendizagem, fazendo com que o mesmo demonstre entusiasmo e prazer pela ação de aprender.

                Acreditamos  que a sala de aula deve ser um espaço escolar em que a transformação aconteça , mas para que isso ocorra a prática educacional do professor  deve ser algo instigante, prazerosa e agradável, neste  contexto entra encena para fortalecer as brincadeiras e jogos que permitam o educador alcançar a plenitude em sala de aula.







sexta-feira, 24 de junho de 2016

As aulas de música na minha concepção

             É inevitável iniciar avaliação do meu processo de aprendizagem da disciplina de Música sem retomar a ocasião em que foi nos proposto que assistíssemos o filme “Minha voz, minha vida”, o qual pretende nos alertar quanto aos cuidados diários que nós, professores, precisamos ter com a nossa voz.
Particularmente, percebi que utilizo minha voz de forma errônea e o quanto sou descuidada para que a mesma se mantenha saudável!
Foi de suma importância este aprendizado, pois já consigo perceber algumas melhorias de minha parte em certos aspectos.
Com relação às aulas presenciais, não posso deixar de destacar a ludicidade com que os encontros aconteceram, voltamos a ser crianças e isso foi muito divertido!
Deixo aqui meu “muitíssimo obrigada” à professora pela gentileza de permitir que eu a gravasse, brincando graciosamente, após ter demonstrado dificuldades em memorizar corretamente as etapas de uma das brincadeiras propostas em aula.
A música está muito presente em minhas aulas. Utilizo-a na entrada diária para dar boas vindas, como forma de aquecimento, para a introdução de conteúdos, por pura diversão, na recreação, nas rodas cantadas, enfim, a música é um importante suporte pois nos possibilita o desenvolvimento de múltiplas habilidades.
Com relação ao acervo de materiais para leitura e embasamento teórico, gostaria que os mesmos tivessem sido ofertados já no início do semestre, dando-nos condições para realizarmos leituras mais aprofundadas, uma vez que todos os títulos são todos muito interessantes!
Segundo Nogueira: “Visto que a música na vida dos seres humanos é inconstentável, ela tem acompanhado a história da humanidade ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções”.
Devemos fazer uso incansável desta ferramenta tão simples, mas tão valiosa que é a música!
Uma experiência muito satisfatória que tive com os meus alunos do segundo ano foi a apresentação do dia das mães, onde os alunos escolheram, sem minha interferência, duas músicas para apresentar na festividade
Cada um deles trouxe suas experiências musicais que julgava serem mais apropriadas para a ocasião e foi interessante perceber que eles, ainda tão pequenos, já conseguem realizar escolhas utilizando parâmetros como melodia e letra, que deixassem suas mães emocionadas.
A percepção deles foi a de utilizar a música tanto para alegrar, quanto para emocionar e prestigiar estas pessoas que eles tanto amam.
Para finalizar, compartilho com vocês o vídeo que falei, onde a professora e coordenadora da disciplina, Leda de Albuquerque Maffioletti aparece, realizando a famosa brincadeira “chocolate”.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

A importância da ludicidade na sala de aula


     A compreensão do lúdico como parte fundamental do desenvolvimento da criança parece ser um caminho comum a todos os professores que deixam-se influenciar pelo construtivismo piagetiano e que trabalham com turmas de anos iniciais, pois conseguem ver na prática o quanto as atividades com jogos auxiliam para que entrem em cena as relações sociais, as noções de autonomia, tanto na aprendizagem quanto no uso da linguagem oralizada, ou ainda, na resolução de situações-problemas.    
       COLLARES, entre as reflexões que propõem, fala do quanto uma aula enfadonha e meramente conteudista se torna maçante para os jovens dos anos finais. 
      Acredito que esta realidade poderia ser modificada se a postura apresentada pelos professores que ministram estas aulas, agregassem  momentos de descontração, momentos em que a ludicidade poderia servir de grande diferencial motivador, pois, independente da idade, o ato de brincar é sempre divertido e quase sempre, resulta em experiências tão significativas que acabam sendo arquivadas entre as nossas melhores memórias. 
         Procuro sempre conciliar em meu planejamento diário brincadeiras ou/e jogos ou/e dinâmicas que  envolvam as habilidades e conhecimentos que devem ser desenvolvidas na ocasião. Utilizando-me de momentos lúdicos, consigo motivar meus alunos a participarem ativamente e a construção do conhecimento acaba por ser espontânea e muito mais significativa. 
      Uma aprendizagem prazerosa faz com que o aluno participe ativamente da construção do seu conhecimento, pois deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma diversão aprender brincando.

REFERÊNCIAS

COLLARES. O jogo no cotidiano da escola: uma forma de ser e de se estar na vida. Disponível em:  file:///C:/Users/Windows/Downloads/O%20jogo%20no%20cotidiano%20da%20escola%20(1).pdf, acessado em 08 de julho de 2016
DEVRIES. Rheta; ZAN, Betty [et.al]. O currículo construtivista na educação infantil: práticas e atividades. Disponível em: file:///C:/Users/Windows/Downloads/O%20brincar%20no%20programa%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o%20infantil%20(1).pdf, acessado em 08 de julho de 2016.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

O jogo do planejamento e o planejamento do jogo: dança da cadeira


 
Trata-se de uma brincadeira bastante conhecida e comum aos ambientes escolares, principalmente em dias de chuva em que a recreação precisa acontecer dentro da sala de aula.

OBJETIVOS

Com esta atividade, pretende-se que o aluno seja capaz de:
ü  Estar atento à velocidade de seu deslocamento de acordo com a música;
ü  Traçar estratégias a partir da observação das cadeiras vagas.
ü  Expressar suas emoções a partir da probabilidade de ser campeão ou perdedor na atividade.

MATERIAIS
Cadeiras, rádio com cds diversos, espaço suficiente para deslocamento dos alunos envolvidos na brincadeira.

METODOLOGIA 

Colocam-se cadeiras em círculo, cada participante senta-se, sendo que uma criança é destacada para dirigir o jogo, este deve estar vendado. O dirigente da brincadeira grita: já !
Todos levantam e andam em roda das cadeiras. O dirigente retira uma cadeira. À voz de já! , todos procuram sentar. Quem ficar sem lugar comandará a nova volta. Assim, as cadeiras vão sendo retiradas e o grupo vai diminuindo.
Será o vencedor aquele que conseguir sentar na cadeira no último comando.

Variante: As cadeiras são dispostas em duas fileiras (de costas uma para a outra). As crianças sentam nas cadeiras e uma fica responsável por ligar e desligar o rádio e também por retirar as cadeiras. Quando o rádio for ligado às crianças circulam pelas cadeiras quando o rádio é desligado as crianças sentam. A cada parada vai sendo retirada uma cadeira. Quem fica sem cadeira cai fora, é considerado vencedor o participante que conseguir sentar na cadeira, na última disputa.

Na gincana junina da escola  em que trabalho realizamos esta brincadeira com todos os alunos da escola, dividimos os em equipes  para facilitar já que era uma grande quantidade  de participantes. Pedimos para cada turmar escolher um casal de caipira para participar da atividade.
Além de proporcionar aos alunos um ambiente  festivo de diversão, também serviu de integração entre  os alunos e também  entre as turmas.

Foi uma manhã muito prazerosa!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Poema e Poesia...


           Embora a palavra "poesia" seja frequentemente utilizada para designar poema, em linguagem literária, poesia e poema não são a mesma coisa. 
            O poema é o texto formalizado em versos, estrofes, com certos recursos da linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo. 
            Já a poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em obras de arte que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por exemplo. É a linguagem poética encontrada nessas obras que pode ser chamada de poesia. 
            Digamos, portanto, que o poema, além da linguagem poética (poesia) deve apresentar uma forma (versos organizados em estrofes, ou diferentes modos.). E a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de arte, literárias ou não.
            O trabalho com Poema e Poesia em sala de aula  nos abre um leque enorme de opções de atividades variadas que colaborarão com o aprendizado e desenvolvimento dos alunos.







sexta-feira, 27 de maio de 2016

As aulas de LIBRAS


Através das aulas presenciais e dos textos disponibilizados pela professora da disciplina, tive a oportunidade de conhecer  um pouco mais a fundo a batalha enfrentada  diariamente pelos deficientes auditivos e também alguns fatores peculiares que são indispensáveis para a vida íntegra dessas pessoas.
          Faz-se  necessário destacar que a comunidade surda vem percorrendo uma trajetória um tanto árdua, na qual questionam e solicitam mudanças  que amparem suas necessidades e direitos a muito tempo, mesmo adquirindo algumas conquistas nas últimas décadas em diferentes espaços, tendo como  exemplos o reconhecimento da cultura  e a oficialização da língua de sinais no Brasil no ano 2002, percebemos que ainda há muita a ser feito e melhorado para que os surdo tenham uma vida digna, que possam interagir com todos os seres humanos, não só com os seus pares e bem como em todos os ambientes.
      Então, é importante que seja garantido pelos nossos governantes efetivamente os direitos conquistados por eles até o momento,  não só quanto a diferença linguística e cultural que lhes é devida,  não só nos espaços educacionais, mas em todos os demais espaços.
           No site https://culturasurda.net, é possível encontrarmos vários documentários que tratam sobre o assunto. Um deles, encaminhados para que assistíssemos, nos faz refletir, percebermos que é inaceitável nos dias atuais deficientes surdos ainda encontrem obstáculos que dificultam a acessibilidade até mesmo para estudar, fazer a carteira de motorista, ter  um atendimento médico de qualidade e por aí seguem outros tantos outros exemplos.
É imprescindível destacar a importância da língua de sinais para a comunidade surda, pois é através da língua de sinais que é uma língua gestual – visual que os surdos conseguem  trocar experiências, informações, conversar  e aprender um com os outros. 
É através da língua de sinais que as comunidades surdas se encontram, trocam  experiências adquirem conhecimentos e reafirmam o seu modo de comunicar-se com os indivíduos e com o ambiente. 
São nestes encontros que eles  acabam construindo a identidade surda, percebendo as semelhanças e diferenças, necessidades e construindo artefatos culturas. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

As brincadeiras e os jogos na formação das crianças


De acordo com Bibiano (2010), brincar é uma de extrema importância para o desenvolvimento da criança. Mas como tratar deste tema com os pais que muitas vezes cobram conteúdos dos professores sem considerar que as professoras das séries iniciais, além dos conteúdos, organizam brincadeiras que fazem parte da rotina dos alunos?
Este assunto rende o que falar, assim, pode-se remontar ao final do século 19, em que se desenvolveram diversas teorias sobre o tema. Henri Wallon, Jean Piaget e Lev Vygotsky procuram relacionar a temática com o mundo das crianças e como elas produziam a cultura (BIBIANO, 2010).
Segundo Cortez apud Bibiano (2010), Wallon afirma que “a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos [...] são necessários afeto e movimento”. Nesse sentido, pode-se pensar no movimento realizado através de brincadeiras, bem como a afetividade e a integração entre aluno-aluno e aluno-professor.
Já Piaget, desenvolveu um estudo refletindo como as crianças pensam a questão do espaço e movimento. O que também chamou a atenção dos estudiosos sobre as teorias de Piaget foi a questão da construção das regras entre os pequenos, quando fazem experimentações e brincadeiras, elas aprendem a compreender os outros e traçam regras para as brincadeiras que vierem a fazer.  Em relação à Vygostsky, a questão da cultura depende de processos interpessoais, o que leva a interação entre os indivíduos, assim a brincadeira pode ser compreendida como uma medida facilitadora para integrar os estudantes (BIBIANO, 2010).
Além disso, Queiros, Martins apud Vigosrsky (2002, p.6) destacam que:

A brincadeira e a aprendizagem não podem ser consideradas como ações com objetivos distintos. O jogo e a brincadeira são por si só, uma situação de aprendizagem. As regras e a imaginação favorecem a criança comportamento alem dos habituais. Nos jogos e brincadeiras a criança age como se fosse maior que a realidade, é isto inegavelmente contribui de forma intensa e especial para o seu desenvolvimento.


Tratando-se do papel do professor e da escola, há de se mencionar que Vygostski retrata a importância do docente como mediador, responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Quanto ao papel da escola, é desenvolver a autonomia da turma, sendo que esses dois processos dependem de atividades desafiadoras, sendo a brincadeira uma intervenção positiva e a apresentação de novas brincadeiras e instrumentos só vêm para enriquecer essa interação (BIBIANO, 2010).
 Corroborando com essas ideias, Winnicott (2008), afirma que se torna de extrema importância o brincar e o criar para a criança, pois permite que se construa a sua identidade pessoal. Sendo assim, a escola deve respeitar o direito que a criança tem de devanear, imaginar, brincar.
Complementando Huizinga (2007) explica que os jogos estão na base do desenvolvimento humano, fazendo parte de todas as fases da vida. Dessa forma, compreende-se a necessidade dos professores como mediadores, incentivarem as brincadeiras com os alunos a fim de que eles interajam e busquem juntos os caminhos para se desenvolverem.
No entanto, a visão de Gilles Brougeré, que estuda a relação dos brinquedos e a crianças desde 1970, defende que, mesmo a brincadeira fazendo parte da essência do ser humano, há a necessidade de uma contextualização, ou seja, torna-se imprescindível um contexto social para ocorrer. Nessa visão, compreende-se que o objeto é simbólico que só tem funcionalidade quando utilizado em brincadeiras (BIBIANO, 2010).
No Brasil, há diversos estudos que enfatizam a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças. Brenelli, psicopedagoga que integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em Psicopedagogia (Gepesp) da Universidade Estadual de Campinas, explica que estudos têm como foco a observação de crianças com dificuldades de aprendizagem que encontrar nos jogos uma forma de superá-las. Os jogos surgiram como alternativa que auxiliam o ensino de determinados conteúdos. Também, brasileira, Meirelles da Universidade de São Paulo (USP) explica que conhecer e divulgar jogos entre os alunos são ferramentas que auxiliam o trabalho do professor. Além disso, a estudiosa afirma que “a escola deve aproveitar o repertório das crianças (BIBIANO, 2010).
Verifica-se que o brincar vem sendo tema de estudo de diferentes profissionais, filósofos, psicopedagogos, professores, assim, as brincadeiras devem ser incentivadas nas escolas públicas e privadas.
Uma alternativa para os professores que encontram dificuldades quando são cobrados pelos pais que exigem mais conteúdos, é ter um planejamento da rotina dos pequenos, inserir brincadeiras e jogos que possam auxiliar na aprendizagem dos conteúdos. Outra ideia é ter contato com leituras de diferentes estudiosos e manterem-se informados sobre a importância do brincar no desenvolvimento social da criança. E mesmo que não haja uma relação direta com os conteúdos estudados, a brincadeira pode ser compreendida como uma forma de interação entre os pequenos, uma forma de desenvolver a questão dos limites, os respeito com o outro, que são essenciais na educação de qualquer indivíduo.

REFERÊNCIAS 

BIBIANO, Bianca. Aprendendo a jogar e brincar. Revista Nova Escola. São Paulo: ano XXIII n. 218, p. 24-26, Dezembro 2010.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5edição. São Paulo: Perspectiva, 2007.

QUEIROZ, T. D. MARTINS, J. L. Pedagogia Lúdica: Jogos e brincadeiras de A a Z. São Paulo,Rideel, 2002.


WINNICOTT, D.W. O brincar e a realidade. São Paulo: Imago, 1971.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Teatro: Uma história da Chapeuzinho Vermelho



Nesta narrativa a seguir, apresenta-se um dos trabalhos que foram realizados no grupo de teatro da Escola de Ensino Médio Vila Prado, chamado Mythos. O grupo é composto por 32 alunos da escola que expressam a vontade de participar das atividades que englobam além das peças de teatro, a dança, atividades das oficinas, passeios culturais, entre outras atividades.
A peça de teatro Chapeuzinho Vermelho foi reescrita levando em consideração as diversas adaptações realizadas pela TV, como por exemplo, o filme “Deu a louca na Chapeuzinho”. A ideia do grupo vou dar ênfase a diversidade percebida na escola,  englobando fatos observados na sociedade. Segue a narrativa tal qual foi encenada pelos alunos atores.

Chapeuzinho Vermelho da Escola Vila Prado: suas peripécias na casa da vovó
     
           Primeiro Ato

Era uma vez, numa pequena vila perto da escola Vila Prado, uma menina bem alta e magra, de olhos castanhos e cabelos vermelhos, lisos e escorridos que caminhava pela floresta com uma cesta e o celular nas mãos.
Antes de sair de casa, sua mãe avisa, não converse com estranhos, não fique falando no celular e vá até a casa da vovó levar os doces que ela tanto quer, mas ela estava muito ocupada no facebook, nem deu atenção.
A floresta era cerrada e escura, mas a menina estava agradecida porque lá pegava o sinal da internet. Ela ia por uma trilha quando, de repente, apareceu a sua frente um lobo enorme, de orelhas grandes e olhos brilhantes, mas a garotinha era destemida e ignorou-o, seguindo a conversar pelo celular com sua best friend que estava desempregada.
O lobo, na hora, sentiu vontade de devorá-la, mas não teve coragem, pois ouviu um burburinho de pessoas falando pela mata adentro. Tentou ser mais esperto e falou:
— Bom dia, linda garota. - Disse com voz doce.
— Bom dia para quem? Nem te conheço! - Respondeu Chapeuzinho Vermelho.
— Qual o seu nome?
— Chapeuzinho Vermelho. Vou indo visitar minha avó, que não está muito bem de saúde.
— Muito bem! E onde ela mora?
— Mais além, do outro lado da mata. Em uma travessa chamada João Rodrigues, 111.
O Lobo nem deu mais conversa e saiu correndo pela mata para chegar primeiro à casa da vovó.

Segundo Ato - Na casa da vovó

Chegando à casa da vovó, o lobo, fingindo ser chapeuzinho vermelho, bateu na porta. Assim ele fala:
— Olá Vovó, sou eu Chapeuzinho Vermelho!-  Ela respondeu:
— Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco que a porta abre.
Assim que entrou, ele prendeu a vovó dentro do armário. E se deitou no lugar dela cantarolando:
" - Nessa cama agora, vou ficar bem quietinho, pra comer os doces da Chapeuzinho!”
Passado alguns minutos, chega à casa da vovó, Chapeuzinho Vermelho, que já vai logo falando:
— Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho.
O Lobo disfarçado responde:
— Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, a porta abre!
A menina pensou que a vovó estivesse muito doente para não se levantar para recebê-la. Talvez por isso, estava com aquela voz tão rouca também. Mas ela nem ligou, pois estava respondendo uma mensagem no Messenger.  Entrou  e foi até o quarto da vovó: 
—Eu trouxe estas lindas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que a senhora fique boa rapidinho. 
O lobo, disfarçadamente respondeu: 
—Eu também minha netinha! Não vejo a hora de sair e ir ao bailinho, dançar com os meus amigos!
Cai o sinal da internet e a menina começa a olhar para a vovó e pergunta:
—Vovó, a senhora está tão diferente: por que estes olhos tão grandes? 
Ele responde:
—É pra te ver melhor, minha netinha. 
Intrigada, Chapeuzinho diz: 
—Mas vovó, por que esse nariz tão grande?
—É para te cheirar melhor, minha netinha.
Ainda desconfiada, ela pergunta:
—Mas vovó, por que essas mãos tão grandes?
—São para te acariciar melhor, minha netinha. 
O Lobo já estava perdendo a paciência com tanta pergunta, mesmo assim, estava tentando manter a calma.
Nesse meio tempo, de perguntas e mais perguntas. Vovó que estava dentro do guarda-roupa já tinha ligado para meio mundo, chamou a sua gangue para atacar o lobo descarado.
O Lobo segue a conversa interminável com Chapeuzinho Vermelho. Ela pergunta:
—Mas, vovó por que essas mãos tão grandes?
No momento em que o Lobo se prepara para atacar, adentrar a casa, toda a gangue da vovó. Que começam a dançar um funk bem adoidado.
O Lobo atordoado se levanta e para disfarçar e começa a dançar junto. Nisso, puxa o celular e manda vir, imediatamente a sua gangue para o desafio do funk, quem ganhasse teria que pagar uma rodada de pizza. Começa o duelo entre as gangues.
Ao terminarem a dança, bate na porta e grita uma linda princesa.
— Gente, gente. Vamos parar com essa baderna! Preciso que me ajudem a arrumar um príncipe!
Ninguém entende o que aquela menina quer ali, afinal, a história nem é dela!
O Lobo nem dá conversa e pede para ela se retirar, mas a princesa está histérica, quer encontrar o príncipe e se casar de uma vez e ser feliz para sempre!
Segue a música, todos resolvem dançar, a vovó quase se esquece do Lobo que a trancou no armário, pois ela não era de uma boa reputação. Em outros tempos, fazia negócios escusos, vendendo mercadoria do Paraguai. Agora na idade mais avançada, só recebia uma aposentadoria do INSS e gostava de dançar nos finais de semana.
Todos já estavam se divertindo e começariam a votação da melhor dança do passinho. Quando de repente, uma nova batida na porta...
A vovó abre a porta e começa a gritaria da princesa encalhada.
— Meu Deus, não acredito, finalmente apareceu o meu príncipe. Obaaaa!
O príncipe nem pestanejou os lindos cílios postiços. Olhou por cima dos óculos e falou:
— Querida, menos, menos. Querida, vim aqui apenas porque escutei esta música divertida e minha amiga Pati me convidou para votar qual seria a melhor dança.
Neste momento começa a música novamente, todos dançam juntos dessa vez. A princesa tenta fazer o melhor passinho, mas o príncipe não dá a mínima para a linda garota com seu longo vestido. 
Seus olhos estão voltados para a Chapeuzinho Vermelho. 
No final, para a surpresa de todos, o príncipe pede a mão da Chapeuzinho Vermelho, eles tiram uma selfie e fazem juras eternas de amor e convidam todos para o casamento que será em breve, para que assim,  vivam feliz para sempre.

Sobre esta experiência: algumas considerações

Tradicionalmente, a história da Chapeuzinho Vermelho é uma narrativa que vem encantando milhares de crianças, adolescentes e adultos há muito tempo. A escola, com o envolvimento de todos os professores, busca sempre inovar e permitir que todos participem e tragam novas experiências para o ambiente escolar.
Nesse sentido, a reescrita da história trouxe novos elementos, como a inserção de diferentes personagens, como o príncipe, a princesa, bem como as gangues que dançam funk. Também, a história da vovó nada correta que vendia produtos do Paraguai. Dessa forma, o trabalho realizado pelos alunos só veio a contribuir para a interação entre todos os alunos, desde as séries iniciais até o ensino médio.



Figura 1: Foto da princesa histérica em busca do príncipe encantado






Figura 2: Foto da dança das gangues




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Contos de fadas


Sobre os Contos de fadas

Os contos de fadas  são histórias  antigas que possuem mais de um autor,  pelo fato que são criações populares, composições coletivas, levando em consideração que quem contava um conto aumentava um ponto. 
Então cada pessoa que ouvia esta história, ao recontá-la poderia modificar, acrescentar, e assim por diante, pois foram relatos feitos oralmente, por muitos anos, dependendo extremamente  da memória e habilidade narrativa dos contadores.
A autora  destaca no texto que as pessoas contavam histórias, pois  não havia muitas vezes o que fazer para passar o tempo, ainda mais a noite  já que não tinham eletricidade. Então como forma de entretenimento, as pessoas contavam e ouviam histórias que relatavam muitas vezes, conflitos, desafios  e sentimentos que  envolviam a vida do narrador.
         Ela posiciona-se criticamente em relação os adaptadores de contos de fada, os quais, segundo ela, acabam por se tornarem "pessoas  arrogantes,  donos da verdade, achando se mais sábios  e melhores  até mesmo dos que os antecederam, modificando drasticamente o enredo da história menosprezando todo um trabalho realizado em anos por grupos de pessoas."
         Histórias que permaneceram vivas na  memória de milhares de pessoas, passando de geração a geração e tão comuns em nosso cotidiano, certamente fizeram parte de nossa infância!



           Em sala de aula...

Costumo utilizar em minhas aulas esse tipo de texto sob as mais diferentes maneiras:  teatro, o texto xerocado fatiado, a hora do conto utilizando o livro ou fantoches, sequência de figuras, animações, reescrita,  etc. 
Acredito que desta forma os alunos  conseguem identificar  as diferenças  dos elementos  em cada exposição, expondo seus posicionamentos  e preferências através de argumentos consistentes, já que transpassaram por muitas faces da obra. 
Gosto muito da ideia deles descreverem os personagens levando em consideração a trajetória do mesmo no enredo, deixando livre para se acharem necessário  julgarem  com consistência as atitudes tomadas pelos mesmos levando-os muitas vezes a uma reflexão crítica das tomadas de decisões  e ações que são incumbidas aos personagens pelo escritos. E perceptível ao realizar estas atividades, a consolidação de alguns valores demonstrados  pelos alunos. 


REFERÊNCIAS

 ÀVILA. Ivany  S. Contos de fadas e outros clássicos: características, personagens, questões de gênero e um pouco mais... 

MACHADO. Ana Maria. Encantos para sempre. Capítulo 7. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Elmer, o elefante xadrez - David McKee


SUGESTÃO DE ATIVIDADE : 

HORA DO CONTO PARA 1°  E 2° ANO





O livro "Elmer, o elefante xadrez", escrito por David Mckee, conta a história de um elefante muito diferente de toda a manada, bem humorado e que fazia todos rirem de suas brincadeiras. Todos adoravam estar em sua companhia. 
No entanto, ele sentia-se incomodado, pois enquanto todos os elefantes eram de cor cinza, Elmer era todo colorido, tendo o corpo dividido em quadrados, cada um  de uma cor, formando um xadrez.
Certa vez, andando pela mata, ele encontrou um arbusto com umas frutinhas da cor dos elefantes. Então, teve uma ideia: balançou os galhos até o chão ficar forrado de frutinhas. Depois, se deitou e rolou sobre elas, até ficar da cor dos elefantes. 
Elmer agora estava realmente feliz, porque agora não era mais diferente!
Até que um dia, começou a chover. E o que será que aconteceu com Elmer?
Tadinho do elefante xadrez...
Porém, em meio a sua tristeza, Elmer deu-se por conta de que cada um é como é, que cada ser é diferente um do outro, e que, justamente por serem diferentes, cada um é muito especial, ao seu modo!


O livro além de nos dar o prazer de  realizar uma leitura leve e emocionante, também nos presenteia com ilustrações feitas pelo próprio autor, que teve o cuidado de deixá-las bem coloridas e cheias de detalhes.
Trata-se de uma obra que pode ser utilizada por profissionais da educação do 1° ao 3° ano da fase inicial do Ensino Fundamental, fase responsável pelo processo de alfabetização, para trabalhar com questões relacionadas a valores como auto-estima e respeito à diversidade.
No que diz respeito  a aquisição da leitura e da escrita, o livro abre uma janela excelente para construção de atividades significantes que ajudarão o aluno nesse processo. 
Outra sugestão, é a confecção de trabalhos artísticos onde os alunos terão oportunidade de manipular  diversos materiais na confecção do seu Elefante Elmer, tais como: algodão, grãos, lixa, bombril, erva, cafe, massa, etc.



         
Leitura  leve, emocionante e de fácil entendimento, a história tem como objetivo norteador trabalhar  de forma agradável e reflexiva às diferenças, à tolerância e amizade, estimulando o respeito à diversidade. 
Este livro pode ser um  ótimo aliado  do professor  durante o processo da aquisição da leitura e da escrita.

Algumas curiosidades sobre o autor e ilustrador do livro:

  • David McKee é inglês e nasceu em 1935. Seus livros, principalmente infantis, já foram publicados em mais de 20 idiomas.
  • David McKee utilizou, algumas vezes, o pseudônimo de Violet Easton em alguns livros que escreveu.

  
REFERÊNCIAS


http://www.pragentemiuda.org/2011/01/livro-elmer-o-elefante.html, acessado 24 de abril de 2016.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Os personagens "diferentes" da literatura infantil


Apontamento da leitura do texto: Nas Tramas da Literatura Infantil: Olhares Sobre Personagens  “Diferentes”, escrito por Rosa Maria Hessel Silveira





Atualmente os governantes estão promovendo ações que tem por meta a conscientização da sociedade, no que diz respeito ao direito à cidadania de cada ser humano. Notasse a mobilização dos mesmos, ao redor dos grupos citados como diferentes. Diferença  essa que de certa maneira compõem cada um dos indivíduos, pois de diferenças dos nossos semelhantes também somos feitos.

A partir  da leitura da realidade feita pela autora, ela nos convida a refletir  a composição de algumas obras literárias infanto juvenis que em suas  entranhas acolhem de maneira um tanto perspicaz esses temas essenciais na construção do caráter  do individuo.     Os livros analisados pela autora na sua grande maioria, apresentam a questão das diferenças, aceitação  de si e a dos demais  seres,  sendo que as maneiras  e obrigações  para que isso aconteça de fato, no decorrer vai modificando –se   de acordo com o enredo de cada livro em questão.

Percebe – se  que o assunto  permeado nas obras acabam evidenciando  e notavelmente chamando a atenção para a tal diferença que até então deveria ser “sanada” com a ajuda da leitura.
É de grande valia a ideia que propõem aos leitores que se coloquem no lugar do personagem principal, oportunizando-se a reflexão, levando–o a conscientizar-se sobre o protagonismo de todos a frente das injustiças que ocorrem cotidianamente na sociedade em que vivemos.
Confesso que em meus planejamentos,  não utilizo muito essa metodologia pedagógica, utilizando-se de livros de história para abordar e trabalhar esses “assuntos tabus”. Acredito que ao evidenciá-los, acabamos enaltecendo os mesmos, muitas vezes chamando mais atenção para o tal “problema comportamental”, ao invés de simplesmente nos atermos a questões que contribuam de forma prática para irradicação deste tipo de problema.
Creio que seja mais eficaz e válido, estipular tempo e oferecer momentos em que em uma roda de conversa, todos os envolvidos diretamente consigam expressar-se  desconstruindo os tabus apresentado, traçando estratégias coletivas de combate a estas práticas descriminatórias. 


REFERÊNCIAS

SILVEIRA. Rosa Maria Hessel. NAS Tramas da Literatura Infantil: Olhares sobre Personagens Diferentes. Disponível em http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/Literatura_InfantoJuvenil_Aprendizagem/bloco8/nas%20tramas%20da%20literatura%20infantil.pdf, acessado em 28 de maio de 2016.