quarta-feira, 30 de agosto de 2017


EIXO VI

Práticas pedagógicas, currículo e ambiente de aprendizagens 
VI - Docência e Processos Educacionais Inclusivos

      O 6°  semestre apresentou-nos as interdisciplinas que deverão ser  desenvolvidas por nós nesta nova etapa do curso, novos desafios referenciando alguns conceitos vividos diariamente em nossa sociedade, tais como: diversidade, etnias e inclusão social.
           
      As interdisciplinas a serem cursadas, são:

·        * Filosofia da Educação-60h
·         *Educação de Pessoas com Necessidades Especiais -75h
·         *Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia II -90h
·         *Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História -75h
·         *Seminário Integrador VI - 75h

 Seja bem vindo Eixo VI


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AVANTE!

quinta-feira, 20 de julho de 2017


A Gestão Democrática  é o direito à Educação



O direito a educação prevê a participação de todos no processo de ensino e aprendizagem. O direito à educação representa além do acesso e permanência dos alunos na escola, sua participação na construção de PPP, a participação nas tomadas de decisões, bem como o direito de questionar o processo avaliativo. Por esta razão, o direito à educação é o direito de participação de forma ativa na educação.

A gestão do processo pedagógico se constitui como uma ação coletiva do corpo docente sob a liderança do gestor responsável, ou seja, observamos aqui mais um princípio  constitucional da educação brasileira: a gestão democrática (CURY,2007).

Transformar as relações sociais, especialmente relações consolidadas e reproduzidas por um longo período, não é tarefa fácil. Entretanto, é possível observar movimentos na direção da gestão democrática mesmo considerando a naturalização das hierarquias sociais reproduzidas nas escolas.

A educação é reconhecida  como um direito e como um dever do Estado. Partindo desse pressuposto é garantido o direito de participação do cidadão em relação à educação, bem como os deveres que se atribuem  a esse direito à educação, ou seja, a educação escolar é um bem público, pois implica a formação cidadã, a qualificação para o mundo do trabalho e a obrigatoriedade e gratuidade.(CURY,2007).

A educação é garantida pelo Estado em virtude do reconhecimento do acesso ao ensino básico como caminho para a cidadania  e participação das pessoas na vida social e política do país.

Entre tantos desafios que permeiam a educação, garantir o acesso à educação de qualidade é fundamental para superar problemas e desafios sociais estruturais, a exemplo da desigualdade social, violência, analfabetismo, drogas, etc.

Mesmo que a relação entre educação, cidadania, democracia e  a gestão democrática, esteja prevista nos documentos oficiais que orientam a educação, isso não significa que a gestão democrática seja rotina nas escolas, pois isso não representa a realidade atual. Na gestão educacional vigente o poder é hierárquico, o poder acaba centralizado nas decisões do diretor, essa situação coloca o diretor como autoridade máxima.  

Atualmente na escola em que trabalho infelizmente não esta em vigência uma gestão democrática, porém estamos nos organizando, caminhando em passos pequenos, mas sólidos na direção de uma gestão participativa,  descentralizada. Percebe – se um esforço visível e muitas vezes solitária da direção, professores e funcionários em tornar possível  o caráter da gestão em coletiva e participativa, em que as decisões sejam pensadas, discutidas e sancionadas juntamente com todas as estancias colegiadas.

A gestão democrática acompanha todo o percurso da construção de uma educação de qualidade pautada não somente na garantia  de acesso  e permanência, mas também  no reconhecimento de que a educação  como direito  só pode ser construída no coletivo.

A construção coletiva  da educação  deve ocorrer a partir da participação da comunidade em decisões da escola. Essa participação pode ocorrer através de órgãos  colegiados que devem existir nas escolas: o Conselho Escolar, o Conselho de Classe, Associação  de Pais e Mestres e o Grêmio Estudantil.

Esses espaços são importantes para a formação de uma cultura de respeito à diversidade. Quando a participação de todos, sem distinção, é incentivada e valorizada na escola, é possível pensar na educação inclusive  na escola para todos.

Nas palavras de Cury (2007, p.489), a gestão democrática deve ser princípio para a educação e presença obrigatória nas escolas.


A gestão democrática  como principio da educação nacional, presença obrigatória  em instituições escolares públicas, é a forma diagonal, participativa  com que a comunidade  educacional se capacita para levar a termo um projeto pedagógico de qualidade e do qual nasçam cidadãos ativos participantes da sociedade como profissionais compromissados.

Referencia
CURY, Carlos Roberto Jamyl. A gestão democrática na escola e o direito á educação. RBPAE -v.23, n. 3, p. 483-495, set./dez. 2007. 

terça-feira, 18 de julho de 2017



Colegiados que compõem a Gestão Democrática

A construção coletiva  da educação  deve ocorrer a partir da participação da comunidade em decisões da escola. Essa participação pode ocorrer através de órgãos  colegiados que devem existir nas escolas: o Conselho Escolar, o Conselho de Classe, Associação  de Pais e Mestres e o Grêmio Estudantil.

O Conselho Escolar é espaço de debate e tomada de decisões  com a participação de todos os atores da comunidade escolar, como professores, funcionários, pais e alunos. Funciona como espaço de diálogo e como instrumento de gestão da escola. Entre os temas debatidos no conselho estão o currículo, a qualidade do ensino, a inclusão social, o sucesso escolar, entre outros. Além disso, é de extrema importância a participação do Conselho na elaboração do PPP. (DALBERIO, 2008).
               
          O Conselho de Classe  constitui o espaço de elaboração de estratégias de ação para a melhoria  da qualidade e dos resultados  do processo de ensino e aprendizagem. Porém, o Conselho de Classe é entendido e realizado de forma equivocada, apenas como um momento de troca de informação sobre as notas  dos alunos através de aspectos quantitativos  e decidindo as aprovações ou reprovações.(DALBERIO, 2008).
               

          As Associações de Pais e Mestres constituem um espaço de participação geralmente tímida, pois os pais não possuem conhecimento de questões da educação relacionadas a aportes teóricos e pedagógicos, assim como desconhecem  seu papel de cidadãos. Esse colegiado deve ser incentivado a debater e refletir sobre os problemas da escola, buscando formas de solucioná-los, não apenas através das festas ou outros trabalhados. (DALBERIO, 2008).
              
          E o Grêmio Estudantil  representa uma organização que deve ser incentivada, pois os alunos não podem ser apenas receptores de conhecimentos desvinculados  de sua realidade. A escola deve ser o espaço  onde o aluno aprende, além de conteúdos, a ler criticamente o mundo à sua volta , buscar seus direitos, conhecer seus deveres e construir sua cidadania. (DALBERIO, 2008).



REFERENCIA

DALBERIO, Maria Cecília Borges. Gestão democrática e participação na escola pública popular. Revista Iberoamericana de Educación. N.47/3 – 25out.2008.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quadro com apontamentos pessoais sobre as análises de nossos Blogs


      Em nosso último encontro presencial da Interdisciplina Seminário Integrador V, antes da realização de nosso Workshop Avaliativo, fomos orientadas a conversarmos com as nossas duplas e juntas, refletirmos sobre as análises que realizamos em nossos Blogs no transcorrer do Semestre.  
           Abaixo, segue o resultado de nossa produção:


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Festa Junina Reciclável

          Este ano, nossa Escola resolveu inovar com a ideia das comemorações juninas e nossos alunos adoraram o desafio: decorar os espaços e produzir fantasias juninas utilizando apenas materiais recicláveis.

          A princípio, os alunos sentiram uma certa estranheza porque não entendiam como podiam deixar tudo colorido e bonito utilizando apenas o que para eles era "lixo".
          Conversando coletivamente, as primeiras ideias começaram a surgir.
          




         Com as embalagens de garrafas pet, nós criamos potes que serviriam para vendermos pipoca e pinhão, utilizando as sobras destas garrafas, criamos correntes decorativas e com as tampinhas, lindos murais decorativos.
         Mais tarde, surgiu a ideia de utilizarmos as garrafas de 600 ml como pinos de boliche e ainda, para o jogo de argolas.
         Esta parte de recortar e formar as argolas, os alunos maiores ficaram responsáveis.
         Foi muito interesse perceber que entre as atividades, as conversas com os alunos eram sempre em tons de descobertas e exploração de suas criatividades, como podemos ver no cartaz que realizamos para convidar a comunidade à participar de nossa Festa Junina:



            Depois que foram criadas as fantasias juninas, sendo que os casais representantes de cada turma, foram escolhidos por votação. 
             O casal de nossa turma ficou muito bonito e representaram muito bem nossa turma, como pode se observar na foto que segue. Ao final, todos nós nos divertimos muito!


            





terça-feira, 20 de junho de 2017



        “SER ANSIOSO” E “ESTAR ANSIOSO” PODEM SER EXPRESSÕES SINÔNIMAS?

Em se tratando de ansiedade, a velha dialética ser x estar se encaixa com exímia exatidão, pois como afirma SILVA (2011), “ser ansioso é possuir sensação de tensão, apreensão e inquietação, o que causa o domínio de todos os demais aspectos da personalidade da pessoa. Por outro lado, estar ansioso, é tudo isso acompanhado por manifestações orgânicas tais como palpitações (taquicardia), suor intenso (sudorese), tonturas, náuses, dificuldade respiratória, extremidades frias, etc.”

Sendo assim, estar ansioso caracteriza-se por um estado emocional passageiro e oscilante, que varia em intensidade ao longo do tempo ao passo que a pessoa percebe-se ameaçada. Trata-se de uma reação  subjetiva.

Portanto, não pode ser confundida com a ansiedade enquanto traço de personalidade, já que esta última remete às diferenças individuais relativamente estáveis.

Podemos dizer que um indivíduo ansioso tem tendências à reações mais frequentes e intensas ao perceber situações potencialmente estressantes como perigosas ou ameaçadoras.

Em outras palavras, um mesmo fato que é entendido pela maioria das pessoas como neutro, passa a ser considerado ansiogético por um indivíduo com traços de ansiedade, pois o processamento da informação (idiossincrasias) são mais vulneráveis a enviesamentos de interpretação dos estímulos, portanto, passando a ser avaliados como ameaçadores ou potencialmente perigosos.


Desta forma, reforçamos que estar ansioso é diferente de uma pessoa que é ansiosa, pois a condição de estar ansioso pode ser algo passageiro e momentâneo, ou mesmo circunstancial; ao passo que o  “ser ansioso” tem a condição permanente de ansiedade, manisfestando-se nos mais diferentes  estímulos recebidos.


 REFERÊNCIAS

 SILVA. Ana Beatriz Barbosa da. Ser ansioso e estar ansioso são abismos diferentes, diz livro. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/993100-ser-ansioso-e-estar-ansioso-sao-abismos-diferentes-diz-livro.shtml, acessado em 04 de maio de 2017.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Apresentação do Projeto de Leitura e Ação


         No dia 12 de junho, apresentamos nosso Projeto de Aprendizagem: Leitura e  Ação.


         Foi uma experiência desafiadora porque no primeiro momento, confrontamos nossas ideias com as dos colegas e vimos pontos em que nos assemelhávamos, e outros, que destoavam.
       Optamos para que a Alessandra fosse nossa interlocutora e ao passo que ela ia falando sobre nosso trabalho, algumas memórias iam sendo revisitadas, no meu caso em específico, as práticas de leituras que realizei com as minhas crianças.
        Alguns já estão alfabetizados, outros ainda estão ainda reconhecendo as sílabas. Este desnível, em se tratando de leitura, gera um certo desconforto porque dá a impressão de que nem todos conseguirão dar conta dos objetivos que fui traçando para o Projeto.
         Entretanto, a oralidade de meus alunos é uma questão muito positiva. Então, foi nesta direção que procurei orientar as direções das atividades que propus.
          Ao final da apresentação, restou-nos a ideia de que já trilhamos uma boa parte de nosso caminho e que, certamente, está sendo uma experiência bastante produtiva.