sexta-feira, 1 de julho de 2016

A ludicidade como apoio pedagógico na prática educacional

         

                 Ser educador em tempos de mudanças educacionais é uma tarefa árdua , pois estamos marcados  pela resistência  e ao mesmo tempo pela esperança.
                  
                 Navegamos  em caminhos desconhecidos e só temos uma saída: a formação continuada, para que possamos nos atualizar constantemente de forma a nos manter na dianteira dos processos inovadores da aprendizagens na área educacional.

                  Atualmente a educação exige que os educadores sejam multifuncionais, não apenas educadores, mas psicólogos, pedagogos, recreacionistas e muito mais, para que tenhamos condições de desenvolver as habilidades e competências  de nossos educandos, para  que  a aprendizagens seja significativa obtendo também  sucesso na sua caminha de vida.

                  A realidade nos mostra que estamos vivendo na era do "desencanto escolar", na qual  muitos de nossos  educandos não estão receptivos a aprendizagem, o desinteresse pelo aprendizado em geral, a indisciplina também vem sendo um marco  no cotidiano escolar e a frustração que muitos professores sentem por não conseguirem um resultado satisfatório na sua prática diária, por que não conseguem fazer com que seus alunos se interessem pelo processo de sua própria aprendizagem.
                  
                 Nesse contexto, faz - se necessário reinventar a prática educacional utilizando jogos, brincadeiras e dinâmicas com o objetivo  de auxiliar o professor no resgate do interesse do educando pelo processo do seu ensino aprendizagem, fazendo com que o mesmo demonstre entusiasmo e prazer pela ação de aprender.

                Acreditamos  que a sala de aula deve ser um espaço escolar em que a transformação aconteça , mas para que isso ocorra a prática educacional do professor  deve ser algo instigante, prazerosa e agradável, neste  contexto entra encena para fortalecer as brincadeiras e jogos que permitam o educador alcançar a plenitude em sala de aula.







sexta-feira, 24 de junho de 2016

As aulas de música na minha concepção

             É inevitável iniciar avaliação do meu processo de aprendizagem da disciplina de Música sem retomar a ocasião em que foi nos proposto que assistíssemos o filme “Minha voz, minha vida”, o qual pretende nos alertar quanto aos cuidados diários que nós, professores, precisamos ter com a nossa voz.
Particularmente, percebi que utilizo minha voz de forma errônea e o quanto sou descuidada para que a mesma se mantenha saudável!
Foi de suma importância este aprendizado, pois já consigo perceber algumas melhorias de minha parte em certos aspectos.
Com relação às aulas presenciais, não posso deixar de destacar a ludicidade com que os encontros aconteceram, voltamos a ser crianças e isso foi muito divertido!
Deixo aqui meu “muitíssimo obrigada” à professora pela gentileza de permitir que eu a gravasse, brincando graciosamente, após ter demonstrado dificuldades em memorizar corretamente as etapas de uma das brincadeiras propostas em aula.
A música está muito presente em minhas aulas. Utilizo-a na entrada diária para dar boas vindas, como forma de aquecimento, para a introdução de conteúdos, por pura diversão, na recreação, nas rodas cantadas, enfim, a música é um importante suporte pois nos possibilita o desenvolvimento de múltiplas habilidades.
Com relação ao acervo de materiais para leitura e embasamento teórico, gostaria que os mesmos tivessem sido ofertados já no início do semestre, dando-nos condições para realizarmos leituras mais aprofundadas, uma vez que todos os títulos são todos muito interessantes!
Segundo Nogueira: “Visto que a música na vida dos seres humanos é inconstentável, ela tem acompanhado a história da humanidade ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções”.
Devemos fazer uso incansável desta ferramenta tão simples, mas tão valiosa que é a música!
Uma experiência muito satisfatória que tive com os meus alunos do segundo ano foi a apresentação do dia das mães, onde os alunos escolheram, sem minha interferência, duas músicas para apresentar na festividade
Cada um deles trouxe suas experiências musicais que julgava serem mais apropriadas para a ocasião e foi interessante perceber que eles, ainda tão pequenos, já conseguem realizar escolhas utilizando parâmetros como melodia e letra, que deixassem suas mães emocionadas.
A percepção deles foi a de utilizar a música tanto para alegrar, quanto para emocionar e prestigiar estas pessoas que eles tanto amam.
Para finalizar, compartilho com vocês o vídeo que falei, onde a professora e coordenadora da disciplina, Leda de Albuquerque Maffioletti aparece, realizando a famosa brincadeira “chocolate”.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

A importância da ludicidade na sala de aula


     A compreensão do lúdico como parte fundamental do desenvolvimento da criança parece ser um caminho comum a todos os professores que deixam-se influenciar pelo construtivismo piagetiano e que trabalham com turmas de anos iniciais, pois conseguem ver na prática o quanto as atividades com jogos auxiliam para que entrem em cena as relações sociais, as noções de autonomia, tanto na aprendizagem quanto no uso da linguagem oralizada, ou ainda, na resolução de situações-problemas.    
       COLLARES, entre as reflexões que propõem, fala do quanto uma aula enfadonha e meramente conteudista se torna maçante para os jovens dos anos finais. 
      Acredito que esta realidade poderia ser modificada se a postura apresentada pelos professores que ministram estas aulas, agregassem  momentos de descontração, momentos em que a ludicidade poderia servir de grande diferencial motivador, pois, independente da idade, o ato de brincar é sempre divertido e quase sempre, resulta em experiências tão significativas que acabam sendo arquivadas entre as nossas melhores memórias. 
         Procuro sempre conciliar em meu planejamento diário brincadeiras ou/e jogos ou/e dinâmicas que  envolvam as habilidades e conhecimentos que devem ser desenvolvidas na ocasião. Utilizando-me de momentos lúdicos, consigo motivar meus alunos a participarem ativamente e a construção do conhecimento acaba por ser espontânea e muito mais significativa. 
      Uma aprendizagem prazerosa faz com que o aluno participe ativamente da construção do seu conhecimento, pois deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma diversão aprender brincando.

REFERÊNCIAS

COLLARES. O jogo no cotidiano da escola: uma forma de ser e de se estar na vida. Disponível em:  file:///C:/Users/Windows/Downloads/O%20jogo%20no%20cotidiano%20da%20escola%20(1).pdf, acessado em 08 de julho de 2016
DEVRIES. Rheta; ZAN, Betty [et.al]. O currículo construtivista na educação infantil: práticas e atividades. Disponível em: file:///C:/Users/Windows/Downloads/O%20brincar%20no%20programa%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o%20infantil%20(1).pdf, acessado em 08 de julho de 2016.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

O jogo do planejamento e o planejamento do jogo: dança da cadeira


 
Trata-se de uma brincadeira bastante conhecida e comum aos ambientes escolares, principalmente em dias de chuva em que a recreação precisa acontecer dentro da sala de aula.

OBJETIVOS

Com esta atividade, pretende-se que o aluno seja capaz de:
ü  Estar atento à velocidade de seu deslocamento de acordo com a música;
ü  Traçar estratégias a partir da observação das cadeiras vagas.
ü  Expressar suas emoções a partir da probabilidade de ser campeão ou perdedor na atividade.

MATERIAIS
Cadeiras, rádio com cds diversos, espaço suficiente para deslocamento dos alunos envolvidos na brincadeira.

METODOLOGIA 

Colocam-se cadeiras em círculo, cada participante senta-se, sendo que uma criança é destacada para dirigir o jogo, este deve estar vendado. O dirigente da brincadeira grita: já !
Todos levantam e andam em roda das cadeiras. O dirigente retira uma cadeira. À voz de já! , todos procuram sentar. Quem ficar sem lugar comandará a nova volta. Assim, as cadeiras vão sendo retiradas e o grupo vai diminuindo.
Será o vencedor aquele que conseguir sentar na cadeira no último comando.

Variante: As cadeiras são dispostas em duas fileiras (de costas uma para a outra). As crianças sentam nas cadeiras e uma fica responsável por ligar e desligar o rádio e também por retirar as cadeiras. Quando o rádio for ligado às crianças circulam pelas cadeiras quando o rádio é desligado as crianças sentam. A cada parada vai sendo retirada uma cadeira. Quem fica sem cadeira cai fora, é considerado vencedor o participante que conseguir sentar na cadeira, na última disputa.

Na gincana junina da escola  em que trabalho realizamos esta brincadeira com todos os alunos da escola, dividimos os em equipes  para facilitar já que era uma grande quantidade  de participantes. Pedimos para cada turmar escolher um casal de caipira para participar da atividade.
Além de proporcionar aos alunos um ambiente  festivo de diversão, também serviu de integração entre  os alunos e também  entre as turmas.

Foi uma manhã muito prazerosa!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Poema e Poesia...


           Embora a palavra "poesia" seja frequentemente utilizada para designar poema, em linguagem literária, poesia e poema não são a mesma coisa. 
            O poema é o texto formalizado em versos, estrofes, com certos recursos da linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo. 
            Já a poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em obras de arte que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por exemplo. É a linguagem poética encontrada nessas obras que pode ser chamada de poesia. 
            Digamos, portanto, que o poema, além da linguagem poética (poesia) deve apresentar uma forma (versos organizados em estrofes, ou diferentes modos.). E a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de arte, literárias ou não.
            O trabalho com Poema e Poesia em sala de aula  nos abre um leque enorme de opções de atividades variadas que colaborarão com o aprendizado e desenvolvimento dos alunos.







sexta-feira, 27 de maio de 2016

As aulas de LIBRAS


Através das aulas presenciais e dos textos disponibilizados pela professora da disciplina, tive a oportunidade de conhecer  um pouco mais a fundo a batalha enfrentada  diariamente pelos deficientes auditivos e também alguns fatores peculiares que são indispensáveis para a vida íntegra dessas pessoas.
          Faz-se  necessário destacar que a comunidade surda vem percorrendo uma trajetória um tanto árdua, na qual questionam e solicitam mudanças  que amparem suas necessidades e direitos a muito tempo, mesmo adquirindo algumas conquistas nas últimas décadas em diferentes espaços, tendo como  exemplos o reconhecimento da cultura  e a oficialização da língua de sinais no Brasil no ano 2002, percebemos que ainda há muita a ser feito e melhorado para que os surdo tenham uma vida digna, que possam interagir com todos os seres humanos, não só com os seus pares e bem como em todos os ambientes.
      Então, é importante que seja garantido pelos nossos governantes efetivamente os direitos conquistados por eles até o momento,  não só quanto a diferença linguística e cultural que lhes é devida,  não só nos espaços educacionais, mas em todos os demais espaços.
           No site https://culturasurda.net, é possível encontrarmos vários documentários que tratam sobre o assunto. Um deles, encaminhados para que assistíssemos, nos faz refletir, percebermos que é inaceitável nos dias atuais deficientes surdos ainda encontrem obstáculos que dificultam a acessibilidade até mesmo para estudar, fazer a carteira de motorista, ter  um atendimento médico de qualidade e por aí seguem outros tantos outros exemplos.
É imprescindível destacar a importância da língua de sinais para a comunidade surda, pois é através da língua de sinais que é uma língua gestual – visual que os surdos conseguem  trocar experiências, informações, conversar  e aprender um com os outros. 
É através da língua de sinais que as comunidades surdas se encontram, trocam  experiências adquirem conhecimentos e reafirmam o seu modo de comunicar-se com os indivíduos e com o ambiente. 
São nestes encontros que eles  acabam construindo a identidade surda, percebendo as semelhanças e diferenças, necessidades e construindo artefatos culturas. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

As brincadeiras e os jogos na formação das crianças


De acordo com Bibiano (2010), brincar é uma de extrema importância para o desenvolvimento da criança. Mas como tratar deste tema com os pais que muitas vezes cobram conteúdos dos professores sem considerar que as professoras das séries iniciais, além dos conteúdos, organizam brincadeiras que fazem parte da rotina dos alunos?
Este assunto rende o que falar, assim, pode-se remontar ao final do século 19, em que se desenvolveram diversas teorias sobre o tema. Henri Wallon, Jean Piaget e Lev Vygotsky procuram relacionar a temática com o mundo das crianças e como elas produziam a cultura (BIBIANO, 2010).
Segundo Cortez apud Bibiano (2010), Wallon afirma que “a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos [...] são necessários afeto e movimento”. Nesse sentido, pode-se pensar no movimento realizado através de brincadeiras, bem como a afetividade e a integração entre aluno-aluno e aluno-professor.
Já Piaget, desenvolveu um estudo refletindo como as crianças pensam a questão do espaço e movimento. O que também chamou a atenção dos estudiosos sobre as teorias de Piaget foi a questão da construção das regras entre os pequenos, quando fazem experimentações e brincadeiras, elas aprendem a compreender os outros e traçam regras para as brincadeiras que vierem a fazer.  Em relação à Vygostsky, a questão da cultura depende de processos interpessoais, o que leva a interação entre os indivíduos, assim a brincadeira pode ser compreendida como uma medida facilitadora para integrar os estudantes (BIBIANO, 2010).
Além disso, Queiros, Martins apud Vigosrsky (2002, p.6) destacam que:

A brincadeira e a aprendizagem não podem ser consideradas como ações com objetivos distintos. O jogo e a brincadeira são por si só, uma situação de aprendizagem. As regras e a imaginação favorecem a criança comportamento alem dos habituais. Nos jogos e brincadeiras a criança age como se fosse maior que a realidade, é isto inegavelmente contribui de forma intensa e especial para o seu desenvolvimento.


Tratando-se do papel do professor e da escola, há de se mencionar que Vygostski retrata a importância do docente como mediador, responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Quanto ao papel da escola, é desenvolver a autonomia da turma, sendo que esses dois processos dependem de atividades desafiadoras, sendo a brincadeira uma intervenção positiva e a apresentação de novas brincadeiras e instrumentos só vêm para enriquecer essa interação (BIBIANO, 2010).
 Corroborando com essas ideias, Winnicott (2008), afirma que se torna de extrema importância o brincar e o criar para a criança, pois permite que se construa a sua identidade pessoal. Sendo assim, a escola deve respeitar o direito que a criança tem de devanear, imaginar, brincar.
Complementando Huizinga (2007) explica que os jogos estão na base do desenvolvimento humano, fazendo parte de todas as fases da vida. Dessa forma, compreende-se a necessidade dos professores como mediadores, incentivarem as brincadeiras com os alunos a fim de que eles interajam e busquem juntos os caminhos para se desenvolverem.
No entanto, a visão de Gilles Brougeré, que estuda a relação dos brinquedos e a crianças desde 1970, defende que, mesmo a brincadeira fazendo parte da essência do ser humano, há a necessidade de uma contextualização, ou seja, torna-se imprescindível um contexto social para ocorrer. Nessa visão, compreende-se que o objeto é simbólico que só tem funcionalidade quando utilizado em brincadeiras (BIBIANO, 2010).
No Brasil, há diversos estudos que enfatizam a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças. Brenelli, psicopedagoga que integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em Psicopedagogia (Gepesp) da Universidade Estadual de Campinas, explica que estudos têm como foco a observação de crianças com dificuldades de aprendizagem que encontrar nos jogos uma forma de superá-las. Os jogos surgiram como alternativa que auxiliam o ensino de determinados conteúdos. Também, brasileira, Meirelles da Universidade de São Paulo (USP) explica que conhecer e divulgar jogos entre os alunos são ferramentas que auxiliam o trabalho do professor. Além disso, a estudiosa afirma que “a escola deve aproveitar o repertório das crianças (BIBIANO, 2010).
Verifica-se que o brincar vem sendo tema de estudo de diferentes profissionais, filósofos, psicopedagogos, professores, assim, as brincadeiras devem ser incentivadas nas escolas públicas e privadas.
Uma alternativa para os professores que encontram dificuldades quando são cobrados pelos pais que exigem mais conteúdos, é ter um planejamento da rotina dos pequenos, inserir brincadeiras e jogos que possam auxiliar na aprendizagem dos conteúdos. Outra ideia é ter contato com leituras de diferentes estudiosos e manterem-se informados sobre a importância do brincar no desenvolvimento social da criança. E mesmo que não haja uma relação direta com os conteúdos estudados, a brincadeira pode ser compreendida como uma forma de interação entre os pequenos, uma forma de desenvolver a questão dos limites, os respeito com o outro, que são essenciais na educação de qualquer indivíduo.

REFERÊNCIAS 

BIBIANO, Bianca. Aprendendo a jogar e brincar. Revista Nova Escola. São Paulo: ano XXIII n. 218, p. 24-26, Dezembro 2010.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5edição. São Paulo: Perspectiva, 2007.

QUEIROZ, T. D. MARTINS, J. L. Pedagogia Lúdica: Jogos e brincadeiras de A a Z. São Paulo,Rideel, 2002.


WINNICOTT, D.W. O brincar e a realidade. São Paulo: Imago, 1971.